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Falso líder religioso é preso por abusos contra mulheres no litoral de SP

Preso no Guarujá, homem se apresentava como líder religioso, dopava vítimas com bebidas alucinógenas e as abusava durante supostas “limpezas espirituais”  |  Foto: Reprodução/Polícia Civil.

Publicado em 10/02/2026, às 18h44   Foto: Reprodução/Polícia Civil.   Bianca Novais

Um homem que se apresentava como líder religioso foi preso no litoral de São Paulo suspeito de usar falsos rituais espirituais para abusar sexualmente de mulheres.

A prisão ocorreu na segunda-feira (9), em Guarujá, após investigações apontarem um esquema que misturava promessas de cura, entorpecentes e coerção psicológica. As informações foram divulgadas pelo próprio Governo do Estado de São Paulo. 

Segundo a Polícia Civil, Edson da Cruz se aproximava principalmente de mulheres em situação de vulnerabilidade emocional ou com problemas de saúde. Ao se identificar como “pai de santo”, ele oferecia uma suposta “limpeza espiritual” como solução para dores físicas e questões psicológicas, criando um vínculo de confiança com as vítimas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil.

Bebidas e entorpecimento

Durante os encontros, o suspeito convencia as mulheres a ingerir bebidas preparadas com ervas de efeito alucinógeno. De acordo com a investigação, o consumo fazia parte do ritual, mas tinha como objetivo deixar as vítimas entorpecidas. Nesse estado, elas eram informadas de que o procedimento espiritual exigiria relações sexuais, momento em que os abusos aconteciam.

Intimidação após os crimes

Após os episódios de violência, as mulheres relatam ter sido constrangidas e ameaçadas para não procurar a polícia. Em um dos casos, depois de registrar a ocorrência, a vítima recebeu uma ligação de número privado com intimidações para que desistisse da denúncia. Para os investigadores, esse comportamento indica tentativa de silenciar as mulheres e dificultar o avanço das apurações.

Vítimas em duas cidades

Até o momento, quatro vítimas foram identificadas: duas em Guarujá e outras duas em Osasco, na região metropolitana da capital paulista. A polícia avalia que o número pode ser maior, já que o suspeito atuava em diferentes municípios e se aproveitava da e da fragilidade emocional das mulheres.

Prisão e investigação

A Justiça autorizou a prisão temporária ao considerar que há indícios de crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. A decisão também levou em conta a necessidade de preservar provas e permitir a identificação de possíveis outras vítimas ou envolvidos. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Guarujá e permanece à disposição da Justiça.

Classificação Indicativa: Livre


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