Polícia
Publicado em 08/02/2026, às 16h34 Foto: Reprodução/SSP Fernanda Montanha
Policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa prenderam, neste domingo (8), um homem e uma mulher suspeitos de furtar celulares durante um bloco de Carnaval realizado na região da Consolação, no centro de São Paulo.
A dupla foi abordada em pontos distintos do bairro durante uma operação de vigilância realizada em meio aos foliões, segundo a SSP.
Os agentes atuavam de forma infiltrada no público e utilizavam fantasias de caça fantasmas para não chamar atenção. A abordagem ao homem ocorreu durante o megabloco comandado pelo DJ Calvin Harris, quando os policiais identificaram comportamento suspeito.
No momento da revista, quatro aparelhos celulares foram encontrados com o suspeito, todos sem comprovação de origem, o que levou à apreensão imediata.
A mulher foi localizada pouco depois, já na rua Maria Antônia, também na região central. Durante a abordagem, os agentes constataram que ela carregava diversos celulares furtados. Os dois suspeitos foram detidos e levados a uma unidade policial, onde o caso foi formalmente registrado pelas autoridades responsáveis.
Segundo a Polícia Civil, os aparelhos apreendidos passarão por um processo de identificação para que possam ser devolvidos às vítimas. A ação faz parte de um conjunto de medidas adotadas para reduzir furtos e roubos em grandes eventos carnavalescos, principalmente em blocos com alta concentração de pessoas.
Com essas prisões, sobe para 18 o número de criminosos capturados por policiais disfarçados desde o início da Operação Carnaval, iniciada no fim de semana anterior. No sábado (7), agentes do DHPP atuaram infiltrados no Parque Ibirapuera, desta vez fantasiados de extraterrestres.
Durante essa ação, quatro homens foram presos, sendo três por venda de bebidas produzidas clandestinamente e um flagrado com 3 celulares furtados escondidos sob a roupa.
No sábado anterior (31), outra operação foi realizada na região da Barra Funda e resultou na prisão de 12 suspeitos. As investigações apontaram que o grupo integrava uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos de Carnaval. Policiais civis disfarçados perceberam uma movimentação incomum entre ambulantes sem credenciamento.
As apurações indicaram que esses vendedores realizavam trocas de cartões bancários durante pagamentos, levantando suspeitas de fraude. O esquema envolvia a substituição dos cartões das vítimas, aproveitando o grande fluxo de pessoas e a distração típica da folia.
A presença de agentes à paisana no meio dos foliões integra a estratégia de segurança adotada durante o Carnaval. As ações contam com o apoio do Grupo de Ações Rápidas e Repressão Especial, com foco principal em furtos e roubos de celulares.
A Polícia Militar também ampliou o efetivo nas ruas, com cerca de 5,2 mil policiais e 2,5 mil viaturas atuando diariamente. O esquema inclui o uso de drones e câmeras do Programa Muralha Paulista, permitindo monitoramento em tempo real a partir do Centro de Operações da PM, em integração com órgãos municipais e estaduais.