Polícia
Publicado em 31/08/2026, às 06h55 Foto: Ilustrativa / Freepik Natane Ramos
Com a popularização das chamadas canetas emagrecedoras, uma realidade vem preocupando os farmacêuticos e profissionais da saúde: a constante onda de assaltos em busca do medicamento.
Em uma rede de Drogaria São Paulo, localizada na Zona Norte de São Paulo, um crime aterrorizou os clientes e trabalhadores da farmácia, após a farmacêutica Karina Ribeiro, de 38 anos, ser morta a tiros por criminosos que buscavam as canetas emagrecedoras.
Humberto, atendente da farmácia, relembrou o crime que ocorreu no turno da madrugada em fevereiro. "Eu corri e me escondi atrás do balcão. Quando virei, só vi a Karina no chão", declarou em entrevista à BBC News Brasil.
De acordo com Humberto, há um ano e meio trabalhando na madrugada em uma loja 24 anos, já presenciou doze assaltos que interferiram diretamente na saúde mental. Ver a colega de trabalho morta, desencadeou crises de ansiedade e um início de depressão.
"Trabalhar em farmácia era uma coisa que eu gostava de fazer, pensei até em fazer um curso de Farmácia. Mas perdi totalmente a vontade e, agora, eu não sei o que eu quero fazer da minha vida. Só sei que quero sair desse ambiente", lamentou.
O caso, no entanto, não é o único registrado em farmácias. Em agosto deste ano, a Polícia do Rio de Janeiro impediu um assalto de uma quadrilha especializada no roubo de caneta emagrecedoras no Leblon, bairro nobre carioca. Em julho, um segurança foi esfaqueado em um assalto na farmácia no Recreio dos Bandeirantes.
Outro caso foi registrado no Recife, após um homem ser preso durante um assalto em julho. Em junho, três homens vieram a óbito após entrar em confronto com policiais após um roubo de farmácia em Sorocaba, no interior de São Paulo.
A onda de assaltos preocupa os profissionais que trabalham em farmácias, principalmente aqueles que assumem os plantões noturnos e ficam mais vulneráveis aos assaltos.
Adryella Luz, diretora-tesoureira do Conselho Regional de Farmácia em São Paulo (CRF-SP), ressalta como a ameaça constante afeta os trabalhadores. "Já não é fácil estar ali numa farmácia lidando com o público, imagina o quão traumático é para esse colega que está ali, vai trabalhar e, de repente, tem uma arma apontada na cabeça dele para poder entregar um medicamento", relatou.
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