Polícia

Empresário corintiano vai a julgamento por matar esposa palmeirense com 8 facadas após discussão por futebol

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Após cinco anos do crime, Leonardo Ceschini será julgado por matar a esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, com oito facadas após discussão por futebol  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução

Publicado em 31/08/2026, às 06h27   Natane Ramos



Após cinco anos do assassinato de Érica Fernandes Alves Ceschini, a Justiça de São Paulo marcou o júri popular de Leonardo Souza Ceschini, acusado de matar a esposa com oito facadas após uma discussão por causa de um jogo de futebol, para esta segunda-feira (31).

O julgamento do réu ocorrerá por volta das 12h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

Relembre o caso

O empresário corintiano Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, matou a esposa da representante comercial palmeirense, Érica Fernandes Alves Ceschini, também de 34 anos, no dia 31 de janeiro de 2021. O réu responde em liberdade ao crime de homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel.

Leonardo matou a esposa na frente dos próprios filhos. De acordo com o laudo pericial psicológico dos gêmeos, as crianças presenciaram o assassinato e tinham cerca de 2 anos quando ocorreu o crime.

O acusado admitiu que o assassinou a esposa após os dois discutirem a final da Copa Libertadores, em 30 de janeiro de 2021,  na qual o Palmeiras foi campeão ao vencer o Santos por 1 a 0, no Rio de Janeiro. Leonardo relatou que matou a vítima para se defender dela após a discussão.

Após escutarem gritos, vizinhos do casal acionaram a Polícia Militar, que se dirigiu ao apartamento localizado no bairro São Domingos, Zona Norte da cidade. Leonardo chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto em fevereiro de 2021 por decisão judicial, após a defesa alegar que o Ministério Público (MP) demorou para se manifestar sobre o caso.

Em julho de 2021, o MP então denunciou Leonardo pelo assassinato, aceitando a denúncia conta o acusado. Em fevereiro de 2024, a juíza Marcela Raia de Sant'Anna determinou que o acusado fosse a júri popular.

Irmã da vítima se manifesta

A possível liberdade do acusado preocupa Aline Oliveira, irmã de Érica. "Como irmã, como mulher, como mãe, como tia, eu desejo que de alguma forma o júri sinta a nossa dor e tenha esse mesmo desejo de justiça em prol da Érica, em prol de várias mulheres que são caladas pela violência", declarou em entrevista ao g1.

Após o crime, os filhos da vítima estão sob a guarda da avó materna. "Os meninos estão com a minha mãe. Ela tem a guarda deles. A cada dia luta e nós lutamos para tentar compensar a tristeza que eles têm de não ter a mãe junto deles a cada momento", declarou Aline.

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