Polícia
Publicado em 12/08/2026, às 20h35 Foto: Pexels Andrezza Souza
São Paulo registrou 23 mortes por febre maculosa entre 24 casos confirmados da doença em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). As ocorrências foram identificadas em diferentes regiões, com maior concentração no interior paulista.
Campinas lidera o número de casos, com sete registros, seguida por Piracicaba, com seis, e Sorocaba, com três. Também houve confirmações em Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, com um caso em cada município.
Em outros cinco registros, o local provável de infecção ainda está sendo investigado pelas autoridades de saúde.
O número de óbitos acompanha a distribuição dos casos. Campinas e Piracicaba registraram seis mortes cada. Sorocaba teve três óbitos.
Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos contabilizaram uma morte cada. Nos outros cinco casos, ainda não foi identificado o provável local de infecção.
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia. A transmissão ocorre pela picada de carrapatos infectados, incluindo o carrapato-estrela.
O risco aumenta em locais onde há presença desses animais.
Entre os principais sintomas estão febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza intensa e cansaço.
Também podem surgir manchas ou erupções na pele, geralmente entre o terceiro e o quinto dia da doença. Elas podem começar nos punhos e tornozelos e se espalhar pelo corpo, incluindo as palmas das mãos e plantas dos pés.
A doença pode evoluir rapidamente. Por isso, a identificação dos sintomas e o início do tratamento são apontados pela Secretaria de Estado da Saúde como medidas importantes para reduzir o risco de agravamento.
A recomendação é evitar áreas onde há presença de carrapatos. Em regiões consideradas de risco, é indicado usar calças compridas e botas.
Após permanecer nesses locais, a orientação é verificar todo o corpo para identificar possíveis carrapatos.
A SES-SP mantém ações de vigilância e monitoramento em diferentes regiões do estado. O trabalho inclui investigação de casos suspeitos e mortes, identificação dos possíveis locais de infecção e acompanhamento das áreas consideradas de risco.
A pasta também informou que reforça o diagnóstico laboratorial e o treinamento de profissionais de saúde para o reconhecimento precoce da doença. As ações envolvem as vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial, além de iniciativas de orientação à população.
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