Polícia

Integrante do PCC alvo de operação para investigar sequestro de advogado morre em confronto com a PM

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Operação Patrocínio Fiel mira grupo criminoso investigado no sequestro de um advogado  |   BNews SP - Divulgação Divulgação/ SSP
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 12/08/2026, às 17h45



Um homem que seria integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), identificado como José Armerindo Santos de Carvalho, o Pio ou Boqueta, morreu em confronto com a PM na Rua Dona Olga Marques, na Vila Mateo Bei, em São Vicente, litoral sul de São Paulo. As informações são do Metrópoles.

Ele era, segundo a PM, um dos alvos da Operação Patrocínio Fiel, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investiga o sequestro, tortura, extorsão e ameaça a um advogado. O criminoso chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Operação Patrocínio Fiel

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira (12), a Operação Patrocínio Fiel para investigar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de envolvimento no sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra um advogado da Baixada Santista.

A operação conta com a participação do 1º, 3º, 4º e 5º Batalhões de Choque da Polícia Militar. Ao todo, foram expedidos mandados contra sete investigados, além de 19 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos da investigação.

As ordens judiciais foram cumpridas em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral de São Paulo, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

Residências investigadas

Entre os locais vistoriados estão residências dos investigados, estabelecimentos comerciais relacionados ao grupo e um imóvel apontado pelos investigadores como o possível local onde o advogado teria sido mantido em cativeiro.

Segundo o MPSP, a operação foi planejada com o objetivo de interromper a atuação dos suspeitos, apontados como integrantes do PCC, além de preservar a integridade da vítima e reunir provas para o avanço das investigações.

O que aponta a investigação

A apuração aponta para a possível participação de integrantes da organização criminosa em uma ação que teria envolvido sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra o advogado.

As prisões temporárias determinadas pela Justiça buscam impedir a continuidade das atividades criminosas e contribuir para a identificação de outros envolvidos.

De acordo com as autoridades, a operação também tem como objetivo atingir integrantes considerados lideranças do PCC com atuação na Baixada Santista. A região é apontada pelas forças de segurança como uma área de atuação da organização criminosa.

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