Polícia
Publicado em 13/10/2026, às 23h25 Foto: Divulgação/SSP Andrezza Souza
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (13) que considera legítima a ação dos policiais militares envolvidos na morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, em Moema, na zona sul da capital. O jovem foi atingido por 27 tiros durante a abordagem, na madrugada de sábado (10).
Ao menos 45 disparos foram efetuados por quatro policiais, conforme as cápsulas recolhidas no local. Gustavo estava com um celular, confundido com uma arma pelos agentes.
“Foi uma ação legítima dos policiais”, declarou Nico em entrevista ao g1. O secretário também afirmou que a conduta dos agentes “não está nada fora do protocolo”, mas ressaltou que o caso será investigado pelas polícias Civil e Militar.
Segundo Nico, os policiais foram acionados para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa que ameaçava se suicidar. Durante a abordagem, Gustavo teria corrido e apontado um objeto na direção dos agentes, que interpretaram o movimento como uma ameaça.
Questionado sobre a quantidade de disparos, o secretário disse que ainda não há elementos para determinar se houve excesso.
“Eu não tenho o laudo ainda para ver quantos tiros pegaram nele. Não tem laudo, não podemos afirmar isso. Isso vai ser apurado em um inquérito da Polícia Civil. O inquérito da Polícia Militar também vai ser feito”, afirmou.
Nico declarou que os policiais foram ao local para ajudar a pessoa que havia motivado o chamado. “A polícia foi para ajudar”, disse. Ele também afirmou que equipes são enviadas para esse tipo de ocorrência com o objetivo de preservar vidas.
A investigação deverá analisar as imagens da abordagem, os laudos periciais e a posição dos agentes durante os disparos.
Durante a entrevista, um coronel informou que Gustavo fazia ligações recorrentes para a Polícia Militar desde 2022. Segundo ele, os registros incluíam chamados com informações consideradas falsas pela corporação.
O oficial ressaltou que os policiais enviados para atender à ocorrência não conheciam esse histórico.
Gustavo trabalhava como jovem aprendiz, não tinha antecedentes criminais e morava com a mãe e as irmãs em Moema. O jovem foi sepultado na segunda-feira (12), na zona sul de São Paulo.
Os quatro policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte.
As armas utilizadas na abordagem e o celular da vítima foram apreendidos para perícia. As imagens das câmeras corporais dos agentes também foram solicitadas para análise.
O inquérito deverá esclarecer a dinâmica da ocorrência e avaliar se houve irregularidades na conduta policial.
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