Polícia
Publicado em 03/09/2026, às 19h23 Foto: Reprodução/Governo de São Paulo Andrezza Souza
Um funcionário de uma empresa de segurança privada foi preso nesta quinta-feira (3) durante a segunda fase da Operação Última Entrega, que investiga uma quadrilha especializada em roubos a residências em São Paulo. Outros dois suspeitos também foram detidos durante a ação, realizada na capital, em Taboão da Serra e Embu das Artes.
De acordo com a investigação, o funcionário teria repassado informações obtidas durante o trabalho para indicar aos criminosos uma residência que seria alvo de roubo. Os outros dois presos são suspeitos de vender objetos de alto valor levados da família vítima.
O grupo é investigado por um crime ocorrido em 5 de julho, em um condomínio de casas na Zona Oeste de São Paulo. Os bens roubados foram avaliados em cerca de R$ 2 milhões.
A vítima chegou à residência antes do previsto e percebeu a presença dos criminosos. Ao tentar sair do local de carro, teve o veículo atingido por disparos efetuados pelos assaltantes.
A ocorrência passou a ser investigada também como tentativa de latrocínio por causa dos tiros disparados contra o morador durante a fuga.
Segundo a Polícia Civil, a identificação dos suspeitos ocorreu após análise de imagens, do local do crime e de informações obtidas pelo trabalho de inteligência.
Na primeira fase da operação, realizada em 24 de julho, um integrante da quadrilha foi preso e parte dos bens roubados foi recuperada.
Com as três prisões desta quinta-feira, quatro suspeitos já foram capturados durante a investigação.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram celulares e tênis de marcas de luxo.
A operação contou com 45 agentes da 3ª Delegacia Seccional Oeste, distribuídos em 21 viaturas. As investigações continuam para localizar outros possíveis integrantes do grupo e verificar se os suspeitos têm ligação com outros roubos.
A Polícia Civil também apura a possível participação do funcionário de segurança em outros crimes, diante da suspeita de uso indevido de informações obtidas durante sua atividade profissional.
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