Polícia
Publicado em 13/07/2026, às 22h35 Foto: Reprodução/Redes Sociais Andrezza Souza
O influenciador digital Samuel Sant'Anna da Costa, conhecido nas redes sociais como Gato Preto, foi preso na madrugada de domingo (12), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ele foi detido após os agentes identificarem um mandado de prisão civil em aberto durante uma abordagem.
De acordo com a corporação, os policiais foram acionados para verificar uma denúncia de desentendimento no bairro Alto da Boa Vista. Ao chegarem ao local, constataram que as pessoas abordadas não tinham relação com a ocorrência inicial.
Mesmo sem ligação com a denúncia, os policiais realizaram a consulta dos dados dos envolvidos nos sistemas de segurança. Foi nesse momento que identificaram um mandado de prisão civil contra Samuel Sant'Anna.
Após a confirmação, o influenciador foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o motivo do mandado de prisão civil.
Conhecido como Gato Preto, Samuel Sant'Anna reúne cerca de 200 mil seguidores no Instagram, onde publica conteúdos relacionados a humor, estilo de vida e ostentação. Nas redes sociais, costuma compartilhar imagens de carros de luxo, imóveis, viagens e acessórios de alto valor, além de interagir com seguidores sobre relacionamentos.
O nome de Gato Preto também ganhou repercussão após um acidente registrado em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo.
Na ocasião, o influenciador dirigia um Porsche 911 Carrera quando colidiu com outro veículo ocupado por pai e filho. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele deixou o local sem prestar socorro e ainda teria ameaçado uma das vítimas.
O caso levou a Justiça paulista a tornar Samuel réu pelos crimes de duas tentativas de homicídio com dolo eventual, além de ameaça e infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A decisão também determinou a suspensão de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e autorizou a venda antecipada do veículo para garantir eventual indenização às vítimas.
A defesa do influenciador sustenta que o episódio deve ser tratado como lesão corporal culposa e contesta a acusação de tentativa de homicídio.
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