Polícia
Publicado em 09/04/2026, às 18h22 Foto: Divulgação/Governo de SP. Bianca Novais
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (9), uma operação contra uma quadrilha especializada em fraudes financeiras que causaram prejuízos milionários a empresas de diferentes setores.
A ação ocorre nas cidades de Ribeirão Preto e Limeira, no interior paulista, com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. As informações são da Agência SP.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de quatro veículos adquiridos com recursos provenientes do esquema criminoso, que, segundo as investigações, operava com uma estrutura sofisticada para enganar fornecedores.
De acordo com a apuração conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os criminosos utilizavam dados reais de empresas para dar aparência de legitimidade às transações.
Os alvos principais eram fornecedores dos setores de agropecuária e de materiais de informática.
O grupo criava empresas fantasmas e, com informações cadastrais verdadeiras, realizava compras de alto valor. Os pedidos eram feitos com prazos de pagamento por boleto entre 30 e 60 dias, o que permitia que as mercadorias fossem entregues antes da compensação financeira.
Segundo o delegado Fernando David, os produtos adquiridos incluíam itens como ar-condicionado, equipamentos eletrônicos e até empilhadeiras. As vítimas, no entanto, só percebiam o golpe posteriormente, ao receber cobranças por compras que nunca realizaram.
A investigação começou há cerca de oito meses, após uma empresa identificar o uso indevido de seus dados e procurar a polícia. A partir daí, os agentes conseguiram mapear o funcionamento da organização criminosa.
Para evitar a identificação, os suspeitos utilizavam e-mails falsos, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e estratégias logísticas que dificultavam o rastreamento das mercadorias.
Entre elas, estavam entregas em locais abertos e o uso de transportadoras acionadas por aplicativos.
Com autorização judicial, houve quebra de sigilo telemático, o que permitiu identificar os pontos de origem dos acessos utilizados pelos golpistas e avançar na investigação.
As diligências levaram a endereços ligados à quadrilha nas duas cidades onde a operação foi realizada. Um dos principais investigados, de 29 anos, apontado como coordenador do esquema, ainda não foi localizado.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, cheques e equipamentos eletrônicos que podem ajudar a identificar outros envolvidos. A ocorrência foi registrada na 3ª DIG, que segue investigando o caso e busca possíveis novas vítimas do golpe.