Política

Em agenda com Trump, Flávio Bolsonaro pretende mirar no combate às facções

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A reunião prevista para esta tarde marca um movimento estratégico de Flávio Bolsonaro (PL) para estreitar os laços com a direita americana  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Facebook
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 26/05/2026, às 10h34



O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Washington em meio a uma expectativa de agenda oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26).

O parlamentar tenta consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e neutralizar o desgaste político recente causado pela repercussão de seu envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Embora o encontro ainda não tenha sido oficializado, aliados indicam que os principais assuntos abordados serão o combate ao crime organizado e liberdade de expressão.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado.

Segurança pública

O pilar central da conversa deve ser a equiparação de facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, conforme defende o governo americano.

Segundo a CNN, a estratégia visa explorar uma das áreas de maior vulnerabilidade da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, transformando a segurança pública no principal campo de batalha da pré-campanha.

Além da segurança, o senador deve pautar a defesa da liberdade de expressão e a regulação das redes sociais, tema estimado pelas duas partes.

No campo econômico, a pauta inclui a ampliação do comércio bilateral e a cooperação na exploração de minerais críticos e terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica global.

Tensões comerciais e monitoramento diplomático

Um ponto sensível da viagem é a tentativa de evitar que a administração Trump imponha novas tarifas comerciais ao Brasil.

A equipe de Flávio teme que barreiras econômicas prejudiquem o mercado nacional e acabem sendo capitalizadas politicamente por Lula, permitindo que o atual presidente se posicione como defensor da economia brasileira contra pressões externas.

O Palácio do Planalto, por sua vez, monitora os passos do senador nos EUA com cautela.

A avaliação do governo é que os canais diretos de diálogo já estabelecidos entre Lula e Trump podem servir como um contraponto eficaz, diluindo o impacto de qualquer gesto de prestígio que Trump venha a fazer em direção ao clã Bolsonaro.

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