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Grupo que planejava atentado durante eleições é preso em megaoperação; veja

A Polícia Civil do DF prendeu diversos membros do grupo, que estavam espalhados pelo país; o plano era atacar Brasília durante as eleições de 2026  |  Foto: Reprodução/PCDF

Publicado em 04/08/2026, às 11h55   Foto: Reprodução/PCDF   Amanda Ambrozio

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para cumprir medidas cautelares contra oito investigados suspeitos de integrar um grupo que discutia a realização de atentados em Brasília durante as Eleições de 2026.

Os alvos têm entre 19 e 31 anos e são dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, de acordo com o portal Metrópoles.

A investigação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), vinculada ao Departamento de Inteligência da PCDF, com apoio das polícias civis dos estados onde as diligências são realizadas.

Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Senado

Investigação encontrou planos e material sobre explosivos

Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi aberto após o recebimento de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A partir da análise das mensagens trocadas entre investigados, os policiais identificaram discussões sobre possíveis invasões de edifícios públicos, definição de alvos, formação tática e recrutamento de participantes em diferentes estados.

Além disso, os suspeitos faziam o compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central de Brasília.

As investigações também apontaram a divulgação de manuais para fabricação de artefatos explosivos, o que motivou o cumprimento das medidas cautelares para preservar provas e aprofundar as apurações.

Material apreendido será analisado

De acordo com a PCDF, as buscas têm como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, preservar evidências digitais e materiais, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas e esclarecer o grau de organização e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas pelo grupo.

Neste momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos na legislação antirracismo.

A Polícia Civil ressaltou que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.

A corporação informou ainda que a responsabilização individual de cada investigado dependerá da análise pericial do material apreendido e da conclusão das diligências, que seguem sob sigilo.

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