Polícia
Publicado em 18/06/2026, às 06h56 Foto: Reprodução/Freepik Fernanda Montanha
O Brasil contabiliza 13 casos confirmados de intoxicação por metanol relacionada ao consumo de bebidas e outros 22 permanecem em análise, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Os números foram atualizados até 9 de junho e divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2025, foram registrados 76 casos confirmados de intoxicação por metanol e 25 mortes associadas ao problema.
O metanol é uma substância utilizada em produtos industriais, como solventes, mas pode causar graves consequências quando ingerido. No organismo, o composto é transformado em elementos tóxicos que podem afetar órgãos como cérebro, medula e nervo óptico.
A intoxicação pode provocar alterações visuais, cegueira, coma e até levar à morte. Também há risco de complicações respiratórias e renais, dependendo da quantidade ingerida, segundo o G1.
Entre os casos recentes está o de Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O jovem morreu após quase 10 meses enfrentando sequelas provocadas pela ingestão de uma bebida contaminada.
Segundo relatos da família, Guilherme consumiu gin comprado em uma adega em agosto de 2025 e passou a apresentar visão turva. O quadro evoluiu com complicações graves e exigiu longo período de cuidados médicos.
Durante a recuperação, ele precisou de fisioterapia, alimentação por sonda e uso contínuo de medicamentos. A família chegou a criar uma campanha para auxiliar nos custos do tratamento.
Outro caso confirmado ocorreu em Querência, no Mato Grosso, onde uma mulher de 37 anos morreu após intoxicação por metanol. Ela procurou atendimento médico com sintomas como falta de ar, dores abdominais e mal-estar.
São Paulo aparece como o estado com maior número de confirmações, com 6 casos registrados neste ano. Pernambuco teve 3, Goiás 2, enquanto Bahia e Minas Gerais registraram 1 cada.
A Secretaria da Saúde de São Paulo orienta que consumidores comprem apenas bebidas de fabricantes regularizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. A recomendação é buscar atendimento imediato diante de sintomas como vômitos, tontura, alterações visuais e dificuldade para respirar.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também informou que orienta estabelecimentos a adquirirem produtos de fornecedores confiáveis, conferirem embalagens e comunicarem possíveis irregularidades às autoridades.
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