Polícia

iPhone vira alvo principal de criminosos e muda dinâmica dos roubos de celular em São Paulo; veja o ranking

Estatísticas revelam aumento alarmante de roubos de iPhones em São Paulo, especialmente na Zona Sul, apesar da queda geral na capital.  |  Foto: Reprodução/internet

Publicado em 28/04/2026, às 10h00   Foto: Reprodução/internet   Fernanda Montanha

Os roubos de celulares em São Paulo vêm passando por uma transformação, impulsionada principalmente pelo aumento de ocorrências envolvendo iPhones.

Embora, no total da capital, os casos com aparelhos da Apple tenham caído 1,8%, passando de 21.703 em 2024 para 21.320 em 2025, algumas regiões da Zona Sul registraram forte crescimento.

Três distritos aparecem entre os cinco com maior alta de roubos de iPhone na cidade, segundo dados do Mapa do Crime.

No Jardim Herculano, os registros praticamente dobraram, saltando de 171 para 333 casos. Já no Parque Santo Antônio e no Capão Redondo, os aumentos foram de 63,9% e 45,4%, respectivamente.

No Capão Redondo, o avanço dos furtos de iPhone foi decisivo para elevar o total de roubos, mesmo com a queda de ocorrências envolvendo aparelhos da Samsung e Motorola, segundo O Globo.

Foto:Reprodução/Internet

Queda no Centro e na Paulista

Enquanto isso, o cenário foi diferente no centro expandido da capital. Em bairros como Consolação e Campos Elíseos, houve redução expressiva nos roubos de celulares da marca.

Na Consolação, por exemplo, os casos caíram 32%, passando de 912 para 619. Já nos Campos Elíseos, a redução foi de 23,7%.

A Avenida Paulista também apresentou forte queda. O número de roubos de iPhones no local recuou 56%, de 197 para 86 registros. A via, que liderava esse tipo de crime em 2023, hoje ocupa apenas a sétima posição no ranking, reflexo do reforço no policiamento da região.

Explicações e ações de segurança

Especialistas apontam que o contraste entre Centro e periferia não se explica apenas pelo aumento de agentes de segurança. Segundo análises, há também mudanças na dinâmica do crime organizado nas periferias paulistas.

Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que antigas lideranças do PCC não toleravam roubos nessas áreas, cenário que teria mudado com novas gerações.

A Secretaria de Segurança Pública informou que não faz análises por marca de celular, mas afirmou que reforça o patrulhamento sempre que identifica mudanças nos indicadores criminais.

As autoridades também mantêm operações contra receptadores e pontos de comércio ilegal de eletrônicos, além de investigar rotas de envio ilegal de aparelhos para outros países.

Classificação Indicativa: Livre


Tags

Leia também


TCE aponta irregularidades no uso das emendas Pix nas cidades paulistas