Polícia
Publicado em 29/09/2026, às 17h47 Reprodução/Pixabay Redação BNews São Paulo
Uma denúncia aceita pela Justiça a pedido do Ministério Público de São Paulo vai fazer com que um advogado responda por coação no curso do processo contra um juiz mediante grave ameaça durante uma audiência em Presidente Prudente no interior de São Paulo. O acusado se tornou réu no dia 22 de setembro.
A Justiça também impôs ao advogado medidas cautelares que incluem a proibição de contato com o magistrado, salvo nas situações processuais previstas, proibição de aproximação a menos de 200 metros e a vedação ao uso de redes sociais ou outros meios eletrônicos para dirigir-se a ele de forma intimidatória, ameaçadora ou constrangedora.
A Promotoria apurou que os fatos ocorreram em 16 de outubro de 2025, durante audiência relativa a ação penal envolvendo diversos apontados como integrantes de organização criminosa armada ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Representando uma das rés e com o interesse de influenciar decisão judicial relativa à manutenção de prisão preventiva, o advogado adotou postura hostil durante a audiência e fez declarações consideradas intimidatórias ao magistrado.
Na audiência por videoconferência, o advogado questionou a investigação policial e afirmou que o flagrante havia sido forjado. Ao formular perguntas a um delegado, também fez referência a um ex-delegado de polícia assassinado pouco tempo antes, em circunstâncias relacionadas, segundo os elementos da investigação, à mesma organização criminosa envolvida no processo. A Promotoria considerou que a menção à morte da autoridade policial, sem relação com a questão tratada na audiência, ganhou especial relevância diante do contexto das manifestações posteriores.
Ao final da audiência, durante as manifestações sobre a manutenção das prisões preventivas, o advogado afirmou ao juiz que seria mais fácil revogar a prisão preventiva de todos e, na sequência, declarou que, caso as prisões não fossem revogadas, temia que o magistrado não chegasse ao "elísio". Questionado, explicou que a expressão significava "paraíso" e, posteriormente, afirmou que todos morreriam um dia e que a questão seria saber se a pessoa iria para o "elísio ou para o inferno”. Segundo a denúncia, as declarações foram feitas com a finalidade de constranger o juiz a reconsiderar as prisões preventivas e favorecer a cliente e os demais acusados.
Criminosos invadem salão no interior de SP e roubam R$ 50 mil em produtos
Grupo é preso com R$ 90 mil em cigarros e isqueiros contrabandeados