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Justiça bloqueia R$ 194 milhões de investigados da Operação Última Parada

A Operação Última Parada visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com prisões e apreensões  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 25/06/2026, às 10h05 - Atualizado às 10h33   Foto: Divulgação/Governo de SP   Tatiana Ribeiro

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações de investigados da Operação Última Parada, deflagrada na manhã desta quinta-feira (25).

A ação visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Três pessoas foram presas, entre elas o vereador Senival Moura (PT), e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião. Os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão.

Afastamento de diretores

O Poder Judiciário também determinou o afastamento dos diretores da Transunião e a comunicação à prefeitura para adoção das providências administrativas, regulatórias e contratuais cabíveis, incluindo intervenção administrativa, garantindo assim a regularidade do atendimento à população.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MSPS), somente em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões pela operação do sistema de transporte.

A nova fase da investigação é um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024.

Atividades ilícitas

Naquele ano, as autoridades desarticularam organizações criminosas suspeitas de utilizar empresas de ônibus para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas, roubos e outras atividades ilícitas.

Os valores seriam inseridos no sistema financeiro por meio das concessionárias de transporte coletivo.

De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, ao longo das investigações foi identificada a existência de um núcleo paralelo responsável por decisões relacionadas à empresa, incluindo a transferência de valores a integrantes ligados ao PCC.

Os investigadores também apontam que a própria reestruturação societária da companhia teria origem ilícita.

Recursos não comprovados

Segundo a apuração, houve um aumento expressivo do capital social, que passou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem dos recursos adicionais fosse devidamente comprovada.

Outro ponto destacado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil é que o circuito financeiro utilizado para a lavagem de capitais identificado na Operação Última Parada apresenta conexões com esquemas investigados em outras frentes, como as operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi.

Esta última foi deflagrada pela Polícia Federal e teve como foco o tráfico internacional de drogas envolvendo o PCC e a ‘Ndrangheta, organização mafiosa com sede na Itália.

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