Polícia
Publicado em 24/09/2026, às 11h00 Ação mobilizou cerca de 1.700 agentes do MPSP - Foto: Divulgação/SSP-SP Vinicius Brito
A Justiça de São Paulo tornou réus sete pessoas acusadas de participar de um esquema de receptação e revenda de celulares roubados. A decisão ocorreu após o Ministério Público apresentar denúncia contra os investigados, apontados como integrantes de uma estrutura voltada à comercialização dos aparelhos obtidos de forma criminosa. O caso segue em tramitação e os acusados responderão ao processo judicial.
A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra sete pessoas investigadas por suposta participação em uma organização criminosa especializada na receptação e comercialização de celulares roubados e furtados. Segundo a acusação, o grupo atuava em diferentes etapas do esquema, incluindo o desbloqueio, a adulteração e a revenda dos aparelhos.
Além das responsabilizações criminais, os promotores solicitaram que os acusados sejam condenados ao pagamento de uma idenização por danos morais coletivos. O valor pedido pelo MP é de 90 milhões e ainda será analisado pela Justiça durante o andamento do processo.
Os sete investigados foram presos preventivamente durante a Operação Frankmobile, realizada em 10 de setembro. Todos respondem por suspeita de integrar uma organização criminosa. Além disso, três deles também são acusados de falsidade ideológica, enquanto outros dois respondem por receptação qualificada.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema funcionava em diferentes etapas para inserir celulares roubados ou furtados novamente no mercado com aparência de legalidade. A investigação aponta que a estrutura envolvia a obtenção dos aparelhos, tentativas de movimentar valores das contas das vítimas, desbloqueio de IMEI e iCloud, produção de notas fiscais falsas e posterior comercialização dos telefones e de suas peças.
Segundo o Gaeco, o esquema era dividido em etapas. Primeiro, os celulares eram obtidos por meio de roubos e furtos e repassados a receptadores, que, em alguns casos, tentavam acessar dados das vítimas.
Depois, estabelecimentos especializados realizavam o desbloqueio dos aparelhos, com alterações no IMEI e substituição de componentes. Por fim, empresas revendiam os celulares e peças com documentos fiscais que davam aparência de legalidade aos produtos, inclusive em plataformas de comércio eletrônico.