Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 22/09/2026, às 17h49
Durante diligências no âmbito da Operação Paládio, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizada nesta terça-feira (22), foram presas sete pessoas entre elas um policial militar. As prisões aconteceram cidades ao redor de Campinas, no interior de São Paulo.
A operação, segundo o MP, tem por objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por fraudes milionárias envolvendo falsos investimentos financeiros e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, cumpridos em quatro Estados. Em São Paulo, as diligências ocorrem na capital e em Campinas, Paulínia e Hortolândia. Os trabalhos acontecem ainda em Monte Sião (MG), Teresina (PI), Cuiabá e Sinop (MT).
Segundo as investigações, o grupo montou uma sofisticada estrutura empresarial para atrair investidores, aos quais eram oferecidas aplicações apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio. A captação das vítimas acontecia por meio de agências de intermediação de investimentos. Uma delas funcionava em Campinas, em um edifício empresarial de alto padrão, com escritórios dotados de amplo aparato tecnológico e logístico. A estrutura contribuía para dar aparência de solidez e credibilidade às operações oferecidas.
Foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Até a última atualização desta reportagem, seis prisões haviam sido cumpridas em:
Campinas (SP);
Paulínia (SP);
Hortolândia (SP);
Os outros foram expedidos para a capital paulista, além de:
Monte Sião (MG);
Cuiabá (MT);
Sinop (MT);
Teresina (PI).
Segundo o MP, para sustentar a fraude e retardar sua descoberta, a organização utilizava diversas pessoas jurídicas com denominações e apresentações semelhantes às de instituições do mercado financeiro. Essas empresas administravam as contas bancárias que recebiam os valores entregues pelas vítimas.
Os investigados também controlavam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras. Neles, os investidores visualizavam os valores supostamente aplicados e os rendimentos que acreditavam estar obtendo. Durante determinado período, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade das operações e dificultando a descoberta do esquema. De acordo com o GAECO, todo esse aparato integrava uma estratégia para induzir e manter as vítimas em erro, fazendo-as acreditar que participavam de investimentos lícitos e seguros.
Há indícios de que empresas controladas pelo grupo também eram utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro supostamente proveniente de atividades criminosas, inclusive do tráfico de drogas praticado por integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC.
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