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Polícia

'Justiceiro de Copacabana' é réu por assédio sexual contra atleta paralímpica

William Correia da Silva Junior é acusado de assédio sexual contra uma atleta de 16 anos durante competição em São Paulo em 2021  |  Foto: Reprodução / redes sociais

Publicado em 25/09/2026, às 08h12   Foto: Reprodução / redes sociais   Natane Ramos

William Correia da Silva Junior, apontado pelo Ministério Público (MPRJ) como "justiceiro de Copacabana", se tornou réu de um processo na Justiça de São Paulo por assédio sexual contra uma atleta paralímpica em 2021, durante uma competição interestadual. Na época, a jovem tinha 16 anos e o acusado, 34 anos.

O "justiceiro" é o representante de um autointitulado grupo de "vigilantes" que atua na Zona Sul do Rio. William ficou conhecido por divulgar imagens de adolescentes suspeitos de crimes em Copacabana. Um homem morreu após ser espancado por ser confundido com ladrão.

Foto: Reprodução / redes sociais
Foto: Reprodução / redes sociais
Foto: Reprodução / redes sociais

Em 2021, William atuou como representante da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude do Estado do Rio de Janeiro (SEEL/RJ), e acompanhou a delegação do Rio de Janeiro durante a competição escolar em São Paulo.

Suposta vítima relata abordagem imprópria

Segundo a acusação, William teria feito comentários de cunho inadequado sobre a adolescente, mandou mensagens em rede social a convidando para entrar em seu quarto de hotel e chegou a invadir o local em que a vítima estava com uma amiga, também menor de idade.

O caso foi registrado em uma Delegacia de Atendimento à Mulher no Rio de Janeiro. Em depoimento, os agentes não identificaram sinais de assédio sexual. No entanto, pelo filme ter acontecido em São Paulo, a investigação foi transferida para a capital paulista.

William nega crime

A defesa de William Correia nega as acusações, pedindo absolvição sumária e que a denúncia do MPSP fosse rejeitada. O advogado aponta que não houve constrangimento, ameaça, dolo específico para obter vantagem sexual, chantagem ou qualquer tipo de comportamento impróprio que comprometesse a liberdade da suposta vítima.

Na última terça-feira (22) William prestou depoimento, de acordo com o Ministério Público de São Paulo. O processo segue em segredo de Justiça em uma vara criminal e aguarda a aprovação de uma juíza responsável pela sentença.

Classificação Indicativa: Livre


TagsMinistério PúblicoAssédio sexualwilliam correiaJusticeiro de Copacabanaatleta paralímpica

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