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Menina de 3 anos volta para casa suja de fezes e urina, e mãe denuncia escola no interior de SP

Mãe denuncia escola e relata que professor não permite que crianças usem banheiro, resultando em situações de higiene inaceitáveis  |  Foto: Arquivo pessoal

Publicado em 14/09/2026, às 07h57   Foto: Arquivo pessoal   Natane Ramos

A mãe de uma menina de três anos registrou um boletim de ocorrência contra a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Angelina Geraldi da Silva Martins", em Itapetininga (SP), após a criança voltar para a casa suja de fezes e urina, na quinta-feira (10).

A mãe da criança, que preferiu não ser identificada, afirmou que essa não é a primeira vez que a filha chega desta forma em casa. De acordo com o relato, houve uma mudança entre os professores da escola e o atual docente da sala da menina é um homem que, de acordo com ela, não pode acompanhar as meninas ao banheiro.

"É a primeira vez que esse professor dá aula na escola e, por ele ser homem, ele não leva as crianças ao banheiro. É um auxiliar de sala que leva e ele não é chamado para tudo, então, as crianças estão indo ao banheiro e tomando água sozinhas. Isso está acontecendo desde o começo do ano e eu já conversei na escola, mas não me deram retorno", declarou ao g1.

Recorrência do caso

A mulher afirma que situações semelhantes ocorreram em menor escala em outros momentos. "O caso mais grave aconteceu na quinta-feira porque, além de não limparem ela, havia resíduos de fezes e urina nas roupas íntimas e na calça", relatou.

A mãe da menina disse que a criança teria afirmado que o professor não a deixou usar o banheiro durante o horário da aula. "Minha filha é uma criança que se comunica muito bem, então, ela sabe falar quando está com vontade de ir ao banheiro e foi o que ela fez. Ela sabe pedir ajuda e se comunicar. Ela me contou que pediu para ir ao banheiro ontem e o professor não deixou", acrescentou.

A mulher revelou que sua filha não é a única afetada com o descaso com a higiene. "Eu e meus familiares ficamos muito revoltados com tudo isso. Só depois do que aconteceu com a minha filha que eu soube de relatos de mães que passaram pela mesma situação. Eu já tinha conversado com a diretora e com a Secretaria de Educação, mas não foi resolvido", desabafou.

Problemas na infraestrutura da escola

Além do ocorrido, a mãe também denunciou a falta de infraestrutura da escola no quesito higiene. "Fui em uma reunião na escola e vi todas as crianças bebendo água no mesmo copo, no mesmo período em que a minha filha começou a ter dores de garganta recorrentes. Conversei com a diretora e ela orientou a comprar uma garrafinha só para ela. Eu colocava todos os dias na bolsa dela, mas ela retornava cheia", lembrou.

"Houve um dia em que eu vi a auxiliar de sala jogando água fora, para fingir que minha filha tinha bebido a água. A infecção da minha filha se agravou tanto que ela precisou tirar as amígdalas e a adenoide", acrescentou.

Após a denúncia, a Prefeitura de Itapetininga afirmou ao g1 que abriu um procedimento para investigar a escola e um supervisor de ensino estará no local nesta segunda-feira (14), para verificar o estado da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Angelina Geraldi da Silva Martins".

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