Polícia
Publicado em 18/06/2026, às 11h57 - Atualizado às 11h58 Foto: Divulgação/Polícia Militar Amanda Ambrozio
"Morre não, moço, por favor. Respira, respira[...]", disse o cabo Cauan Alencar Bastos nas imagens registradas por sua câmera corporal após balear e matar o eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos.
O caso, que aconteceu em abril na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na Zona Norte de São Paulo, ganhou novos desdobramentos com a divulgação dos áudios e vídeos da ocorrência.
A intervenção da Polícia Militar começou na madrugada do dia 28 de abril, após um motociclista relatar que havia sido ameaçado por um motorista armado com uma faca.
Ao localizarem o veículo dirigido por Igor, os policiais iniciaram a abordagem, segundo a CNN Brasil.
Conforme a apuração, o cabo Cauan teria dito a frase "vou matar ele" momentos antes de descer da viatura e efetuar os tiros.
O soldado José Otávio Pinheiro também realizou um disparo, que teria atingido a vítima no momento em que ela colocava a faca no chão.
Ao constatar a gravidade dos ferimentos de Igor, Cauan mudou drasticamente o tom. O cabo demonstrou desespero e começou a chorar e rezar em voz alta pela vida do homem enquanto a ambulância era acionada.
Apesar do pedido de socorro, o eletricista não resistiu aos ferimentos e faleceu na via pública.
Posteriormente, familiares informaram que Igor era diagnosticado com transtornos psicológicos e necessitava de suporte e medicamentos controlados.
O caso é investigado formalmente pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.
Por determinação da Justiça, os dois policiais militares envolvidos na ação foram afastados de suas funções de patrulhamento nas ruas durante o período de apuração do inquérito.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar ressaltaram, em nota, que as imagens das câmeras corporais estão passando por análises técnicas rigorosas e que o Estado não compactua com excessos ou desvios em procedimentos operacionais, prezando sempre pela defesa da legalidade.
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