Polícia
Publicado em 14/06/2026, às 12h50 Foro: Reprodução/Redes Andrezza Souza
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, voltou a chamar a atenção para os riscos e as exigências de segurança desse esporte radical.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a estudante morreu após ser lançada de uma ponte com cerca de 40 metros de altura sem que a corda de segurança estivesse presa ao equipamento. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O rope jump, ou "salto com corda", consiste em um salto realizado de locais elevados, como pontes, viadutos e prédios, utilizando um sistema de cordas semelhante ao empregado em atividades de escalada.
Diferentemente do bungee jump, que utiliza uma corda elástica e faz o praticante quicar após a queda, o rope jump interrompe o movimento e transforma o salto em um grande pêndulo, fazendo com que a pessoa balance lateralmente até perder velocidade.
Por esse motivo, a modalidade também é conhecida por muitos praticantes como "pêndulo humano".
Antes de qualquer salto, equipes especializadas costumam realizar diversas verificações para garantir que todos os equipamentos estejam corretamente conectados.
Ainda de acordo com o g1, empresas que atuam profissionalmente no setor adotam sistemas de conferência dupla, em que mais de um instrutor confirma a fixação das cordas e dos equipamentos antes da autorização para o salto.
Esses protocolos são considerados essenciais para reduzir riscos durante a atividade.
Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que a equipe responsável pelo evento teria esquecido de prender a corda de segurança antes do salto de Maria Eduarda.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da plataforma e, instantes depois, pessoas no local gritam "a corda" ao perceberem a ausência do equipamento.
Conforme informou o g1, seis pessoas foram detidas após o acidente, sendo que três permaneceram presas enquanto as investigações prosseguem.
O caso também reacendeu o debate sobre fiscalização, responsabilidade das empresas organizadoras e protocolos de segurança para atividades de aventura realizadas no país.
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