Polícia
Publicado em 15/07/2026, às 21h50 Foto: Reprodução/Governo de SP Andrezza Souza
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Barco Furado, que apura um suposto esquema de fraudes na venda de embarcações e equipamentos náuticos em Limeira, no interior paulista. A investigação aponta que clientes realizavam pagamentos antecipados, mas não recebiam os produtos ou os serviços contratados.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. A ação é resultado de um inquérito instaurado após a identificação de um padrão de golpes atribuídos a uma empresa do setor náutico que atuava havia cerca de três anos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado já é citado em pelo menos sete boletins de ocorrência e três ações judiciais de cobrança. Os prejuízos causados às vítimas somam centenas de milhares de reais.
As investigações indicam que os suspeitos atraíam compradores interessados em embarcações, motores, jet-skis e serviços de manutenção ou revenda de equipamentos náuticos. Após o pagamento antecipado, os produtos deixavam de ser entregues e os serviços não eram executados.
Em alguns casos, clientes que deixavam barcos ou motores na empresa para manutenção também não conseguiam reaver seus bens.
Na sede da empresa investigada, os policiais apreenderam 15 embarcações, entre barcos, lanchas e um jet-ski, além de oito motores de popa de diferentes modelos. Conforme a investigação, a origem dos equipamentos ainda não foi comprovada e será analisada durante o inquérito.
Também foram apreendidos R$ 6.540 em dinheiro, oito folhas de cheque, um telefone celular e um cartão bancário. Os materiais passarão por perícia para auxiliar na identificação da movimentação financeira do grupo.
Durante o cumprimento de um dos mandados, em um imóvel no Parque Residencial Roland, um homem de 63 anos foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Segundo a Polícia Civil, o armamento apreendido não possuía registro nem documentação que comprovasse sua procedência.
Outro ponto investigado é o suposto uso de contas bancárias de terceiros, incluindo familiares dos investigados, para receber os valores pagos pelas vítimas.
De acordo com a apuração, os clientes eram orientados a fazer transferências via Pix ou cheque para essas contas, em vez da conta oficial da empresa. A polícia suspeita que o procedimento tenha sido utilizado para dificultar o rastreamento dos recursos e ocultar a origem dos valores obtidos com as fraudes.
A operação foi coordenada pelo Setor Especializado de Combate à Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 9), com apoio de equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
A ocorrência foi registrada como cumprimento de mandado de busca e apreensão, localização e apreensão de veículo e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. As investigações prosseguem para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão do esquema criminoso.
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