Polícia

Operação contra “tribunal do crime” do PCC prende 10 em SP; entenda

A operação do Departamento de Homicídios prendeu 10 pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital em Guarulhos.  |  Foto: Reprodução/Polícia Civil

Publicado em 23/03/2026, às 10h17   Foto: Reprodução/Polícia Civil   Fernanda Montanha

Uma ação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa foi realizada na manhã desta segunda-feira (23) para prender suspeitos associados ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital. Até as primeiras horas do dia, 10 pessoas haviam sido detidas.

A ofensiva é resultado de uma investigação que apura a atuação de um grupo envolvido em sequestro e homicídio. Segundo as autoridades, os alvos da operação têm participação direta no crime investigado, que ocorreu na Grande São Paulo.

Entre os detidos, conforme apurado, estão duas mulheres. As prisões ocorreram em diferentes pontos, com foco em suspeitos ligados à mesma organização criminosa.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

Crime teria sido motivado por “julgamento” interno

De acordo com a apuração policial, o caso teve origem em um episódio ocorrido na Vila Galvão, em Guarulhos. Na ocasião, um casal foi sequestrado por integrantes da facção após uma acusação de abuso sexual.

Durante o chamado “tribunal do crime”, prática atribuída a grupos criminosos, os dois foram submetidos a um julgamento interno. Conforme a investigação, a mulher foi liberada após ser considerada inocente, enquanto o homem recebeu sentença de morte.

A vítima, então, foi executada pelos envolvidos, segundo apontam as evidências reunidas até o momento pelos investigadores, segundo o Metrópoles.

Envolvidos seriam da zona norte

As autoridades indicam que os suspeitos presos têm ligação com a zona norte da capital paulista, região próxima ao local onde o crime aconteceu. A proximidade territorial teria facilitado a atuação do grupo.

De acordo com o DHPP, os investigados integrariam uma estrutura organizada responsável por decisões e execuções dentro da facção, o que reforça a linha de apuração adotada pela polícia.

As diligências seguem em andamento, e a operação não está encerrada. A polícia busca identificar outros possíveis participantes e aprofundar o entendimento sobre a dinâmica do grupo envolvido.

O caso continua sob responsabilidade do DHPP, que conduz as investigações sobre crimes contra a vida no estado.

Classificação Indicativa: Livre


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