Polícia
Publicado em 23/03/2026, às 11h45 Foto: Reprodução/ Agência SP Nathalia Quiereguini
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta segunda-feira (23) uma operação para prender suspeitos de envolvimento em um sequestro seguido de morte na capital paulista.
A ação foi conduzida por equipes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e teve como alvo pessoas investigadas por participação em um chamado “tribunal do crime”, prática ligada a organizações criminosas.
Ao todo, cinco pessoas foram presas, três homens e duas mulheres. Além dos mandados de prisão, os policiais também cumpriram dez mandados de busca e apreensão em endereços localizados na zona norte de São Paulo.
Durante as diligências, foram recolhidos celulares, documentos e outros materiais que agora serão analisados pela perícia e podem ajudar a aprofundar as investigações, de acordo com informações da Agência SP.
O caso começou a ser apurado ainda em 2022, quando um homem e a esposa foram sequestrados por integrantes do grupo criminoso.
Segundo as investigações, o casal foi mantido em cárcere por vários dias enquanto era interrogado e agredido.
A suspeita era de que o homem tivesse cometido um abuso, acusação que teria motivado o “julgamento” clandestino realizado pelos criminosos.
Depois de um período em cativeiro, a mulher acabou sendo liberada. Já o homemcontinuou sob poder do grupo e desapareceu. A partir desse momento, a polícia passou a investigar o caso como sequestro e possível homicídio.
Meses após o desaparecimento, um corpo em avançado estado de decomposiçãofoi encontrado em um córrego na zona norte da capital. Na época, as condições do cadáver dificultaram a identificação da vítima.
Somente anos depois, em 2025, novos exames antropológicos e genéticos realizados pela perícia permitiram esclarecer o caso.
Os laudos indicaram que os restos mortais encontrados pertenciam, na verdade, a duas pessoas. Uma delas foi identificada como o homem sequestrado em 2022.
A confirmação reforçou a linha de investigação que apontava para a atuação de um “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, na qual suspeitos são sequestrados, interrogados e julgados informalmente por integrantes do grupo.
Com os novos elementos obtidos ao longo da investigação, a Polícia Civil conseguiu identificar suspeitos diretamente ligados ao caso.
A partir disso, o DHPP organizou a operação desta semana para cumprir os mandados judiciais e avançar na apuração.
Os cinco presos foram levados para a delegacia responsável pelo caso, onde permanecem à disposição da Justiça. A polícia agora trabalha na análise dos materiais apreendidos e na identificação de outros possíveis envolvidos.
As autoridades também buscam esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo quem participou do julgamento clandestino e quais foram as circunstâncias exatas das mortes.
Enquanto isso, a investigação segue em andamento para reunir mais provas e concluir o inquérito.
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