Polícia
Publicado em 06/11/2026, às 08h42 Foto: Divulgação/Polícia Militar Vinicius Brito
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), policiais militares do 1º e do 10º Batalhões de Ações Especiais (Baep) e agentes da Polícia Civil do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (Deinter 2), em Campinas, deflagraram a Operação Shylock nas primeiras horas desta sexta-feira (6).
A ação tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de praticar agiotagem. Segundo as investigações, os criminosos emprestavam dinheiro a juros elevados e exigiam imóveis das vítimas como garantia dos empréstimos. Dessa forma, pessoas que recorriam ao grupo para obter recursos financeiros poderiam acabar perdendo suas propriedades diante das condições impostas pelos agiotas.
As investigações apontam que pelo menos 62 pessoas foram vítimas do esquema de agiotagem. Desse total, 18 perderam seus imóveis após recorrerem aos empréstimos oferecidos pelo grupo. Os suspeitos são investigados por uma série de crimes, entre eles usura, extorsão, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. A apuração busca esclarecer a participação de cada envolvido e identificar a extensão do patrimônio obtido por meio das práticas ilegais.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para realizar movimentações financeiras consideradas suspeitas e transferências patrimoniais. A estratégia teria como objetivo ocultar a origem dos recursos obtidos por meio das atividades ilícitas e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A Justiça autorizou 11 mandados de prisão preventiva e expediu outras 24 ordens de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais de Campinas. As medidas judiciais também incluem o bloqueio de bens e valores, o sequestro de imóveis e o afastamento cautelar de um servidor público de suas funções.
As equipes policiais cumprem os mandados em diferentes regiões de Campinas. Entre os bairros alvos da operação estão Cambuí, Jardim Chapadão, Parque Prado, Nova Campinas, Nova Europa, Taquaral, Vila dos Plátanos, Vila Lemos e Vila São Bernardo. As diligências ocorrem em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados, com o objetivo de reunir provas e localizar bens relacionados ao esquema de agiotagem.
Tiroteio durante operação contra o tráfico deixa dois policiais feridos em Embu das Artes
Trabalho escravo: 22 trabalhadores são resgatados em lavoura de feijão em SP