Polícia
Publicado em 19/08/2026, às 14h55 Foto: Reprodução/Vídeo Amanda Ambrozio
O empresário e influenciador Pablo Marçal, candidato à Presidência da República pelo PRTB, afirmou na terça-feira (18) que não pode assegurar que o presidente do partido, Leonardo Avalanche, não tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Avalanche também integra a chapa de Marçal como candidato a vice-presidente.
A suspeita surgiu após a divulgação, em 2024, de áudios nos quais Avalanche afirma ter influenciado na soltura de André do Rap, apontado como integrante do PCC.
Marçal classificou a possível conexão entre o dirigente e a facção criminosa como uma “ilação”, mas afirmou que não pode garantir a inocência do aliado.
“Eu não consigo falar quem é ou não se não tem nenhuma condenação em relação a isso”, declarou.
Em seguida, o candidato afirmou:
“Não estou pondo a mão no fogo. Se tiver que responder a alguma coisa, que responda.”
A declaração representa uma mudança em relação à posição adotada por Marçal em 2024, após a divulgação dos áudios.
Na época, o empresário afirmou que Avalanche não integrava o PCC e disse que as acusações estavam “atrapalhando a vida” do dirigente.
Agora, Marçal afirmou que não tem certeza sobre possíveis vínculos de terceiros com organizações criminosas.
“Não tenho certeza sobre terceiros não. Jamais”, disse.
Segundo Marçal, ele inicialmente não pretendia ter Avalanche como candidato a vice. O empresário afirmou que a composição foi uma condição imposta pelo dirigente, a quem chamou de “dono do partido”.
Avalanche chegou a se lançar como pré-candidato do PRTB à Presidência, mas passou a integrar a chapa como vice após uma liminar da Justiça Eleitoral permitir a mudança de partido de Marçal, que anteriormente era filiado ao União Brasil.
Durante a entrevista, o empresário afirmou que gostaria de disputar a Presidência sem estar vinculado a um partido, mas reconheceu que a legislação eleitoral não permite candidaturas independentes.
O nome de Marçal foi incluído no sistema da Justiça Eleitoral nos últimos minutos do prazo para o registro das candidaturas, no sábado (15).
O candidato, porém, enfrenta questionamentos judiciais relacionados à sua elegibilidade. Ele acumula três condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que, segundo o SBT News, resultaram em declarações de inelegibilidade.
Marçal afirmou ter certidões que, segundo ele, possibilitaram o registro da candidatura e destacou que ainda existem recursos no processo.
“Eu estou firme até o fim”, afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de sua candidatura não prosperar.
Pablo Marçal cobra quase R$ 500 para assistir ao jogo do Brasil com ele em SP
Cadeirada: o que acontece com Pablo Marçal após acordo na Justiça com Datena