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Polícia

Pastor preso por feminicídio em SP publicou que “religiosos são mais perigosos que demônios” antes do crime

Jeane Cristina Batista foi morta a facadas na casa dos ex-sogros, durante a festa de aniversário do filho; o autor havia sido solto após agressões  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 12/10/2026, às 16h10   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Marina do Val

Apenas nove dias antes de assassinar a ex-esposa a facadas, o pastor Jonatã de Jesus Batista publicou em uma rede social uma a reflexão polêmica na qual afirmava que “os religiosos são mais perigosos que os demônios”. 

O crime ocorreu na tarde deste domingo (11), em Americana, no interior paulista, durante a comemoração do aniversário de 15 anos do filho mais velho do casal. 

Jonatã foi preso em flagrante pelo feminicídio de Jeane Cristina Mattes Batista, de 43 anos. A vítima foi atingida por sete golpes de faca na residência dos próprios ex-sogros.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Histórico de violência e medida protetiva

O casal estava junto havia 16 anos. Segundo a Polícia Civil e apuração do Metrópoles, o pastor já havia sido preso em julho deste ano após agredir a então esposa. 

Ele permaneceu detido por dois meses, mas estava em liberdade desde setembro. Após o episódio de violência anterior, a Justiça havia concedido uma medida protetiva para resguardar a integridade de Jeane. 

Apesar da ordem judicial de afastamento, Jeane compareceu à casa dos ex-sogros para participar de um churrasco em celebração ao aniversário do primogênito. Além do adolescente de 15 anos, o ex-casal tinha outro filho, de 8 anos. 

Em depoimento à polícia, o autor alegou ter cometido o crime motivado por ciúmes, após saber que a ex-esposa havia iniciado um novo relacionamento. O sepultamento de Jeane foi realizado nesta segunda-feira (12) no Cemitério Gramado, em Americana.

Perfil e posicionamento religioso

Nas redes sociais, onde mantinha perfis no Facebook, Instagram e um canal no YouTube, Jonatã se apresentava como “pastor itinerante”, publicando registros de cultos, pregações e mensagens de cunho religioso, como a postagem que alertava sobre o perigo de pessoas religiosas. 

Em nota oficial, a Igreja Manjedoura de Cristo esclareceu que o suspeito não possui vínculos com a instituição há mais de dois anos e meio. 

A organização religiosa repudiou o ato, colocou-se à disposição das autoridades e reiterou seu compromisso com a proteção da vida e dos vulneráveis.

Classificação Indicativa: Livre


TagsInstagramfeminicídioviolênciapastorReligiososCrime. São PauloPregações

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