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PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia mais de R$ 670 milhões de Edir Macedo

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal  |  Divulgação/IURD

Publicado em 23/06/2026, às 07h46   Divulgação/IURD   Bernardo Rego

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (23) pela Polícia Federal (PF) a Operação Miragem cujo objetivo é apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional supostamente praticados no âmbito da gestão de uma instituição financeira.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo contra o Banco Digimais, controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além de sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70 milhões.

As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Divulgação/ PF

Conheça o Banco Digimais

O Banco Digimais foi fundado em 1981 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, originalmente com o nome de Banco Renner, criado pela família homônima. A instituição passou por mudanças de controle e adotou o nome Digimais em 2020, quando foi reestruturado para atuar como um banco digital.

O bispo Edir Macedo assumiu o controle integral do antigo Banco Renner, ano em que adquiriu a totalidade das ações da instituição. Ele já era acionista minoritário do banco desde 2009.

Posteriormente, em janeiro de 2025, Macedo chegou a transferir o controle do Banco Digimais para o empresário Maurício Quadrado, mas o grupo de Quadrado - rebatizado recentemente de BlueBank - nem chegou a mandar toda a papelada para o Banco Central, desistindo do negócio em função da deterioração recente do mercado.

Maurício Quadrado foi sócio e head [cabeça, chefe] de Investment Banking do Banco Master entre 2020 e 2024, período em que liderou aquisições importantes para o grupo. O executivo vendeu sua participação de 30% no banco em 2024.

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