Polícia
Publicado em 26/05/2026, às 08h30 Foto: Reprodução/Tv Record Fernanda Montanha
A Polícia Civil de São Paulo afirma ter encontrado mensagens e registros financeiros que indicariam transferências destinadas à influenciadora e advogada Deolane Bezerra.
Os elementos fazem parte da Operação Vernix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou na prisão da influenciadora na última quinta-feira (22).
Segundo os investigadores, conversas apreendidas durante a apuração mencionam uma abreviação interpretada como referência a Deolane Bezerra, acompanhada de dados bancários que teriam sido utilizados para a realização de transferências, segundo o G1.
As apurações tiveram início em 2019, após agentes penitenciários localizarem bilhetes escondidos em uma cela do presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. O material continha orientações atribuídas a integrantes da cúpula da facção criminosa.
A partir dessas descobertas, policiais identificaram uma transportadora instalada nas proximidades da unidade prisional. Conforme o inquérito, a empresa teria sido criada por um casal apontado como “laranja” para movimentar recursos relacionados ao tráfico internacional de cocaína e ocultar a origem do dinheiro.
Durante a análise de celulares apreendidos, os investigadores encontraram mensagens que tratavam de operações financeiras. Em um dos registros, segundo a polícia, há determinação para envio de valores a uma pessoa identificada pela abreviação “Deo... Beze”, posteriormente associada à influenciadora.
O inquérito também aponta a existência de comprovantes de depósitos realizados por um homem apontado como operador da transportadora em contas vinculadas a Deolane.
Relatórios financeiros elaborados pela polícia indicam que mais de R$ 13 milhões passaram pelas contas pessoais da influenciadora entre 2018 e 2022. Além disso, outros R$ 14 milhões teriam sido movimentados por empresas registradas em seu nome, segundo os investigadores.
Em audiência de custódia, Deolane declarou que os valores recebidos correspondem a honorários advocatícios e negou qualquer relação com a transportadora investigada. A defesa sustenta que não existe vínculo com o crime organizado e afirma que toda a movimentação financeira é compatível com suas atividades profissionais e empresariais.
De acordo com a investigação, a influenciadora também foi monitorada com apoio da Interpol enquanto estava em Roma, na Itália, antes de retornar ao Brasil. Após a prisão, ela foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
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