Polícia
Publicado em 26/05/2026, às 09h30 Foto: Reprodução/Unsplash Fernanda Montanha
A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (26) uma operação contra um grupo suspeito de comercializar medicamentos proibidos apresentados ao público como “canetas emagrecedoras”.
A ação éfoi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), com apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Entre os alvos estão profissionais da área da saúde e pessoas suspeitas de participação na estrutura criminosa. As diligências ocorrem em bairros da capital fluminense e também em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conforme informado pela corporação.
As apurações tiveram início em maio de 2025, após informações obtidas por setores de inteligência indicarem a existência de uma rede organizada voltada à venda de produtos falsificados utilizados para emagrecimento.
Segundo a investigação, os medicamentos eram oferecidos por valores muito inferiores aos praticados no mercado regular. Em alguns casos, os itens chegavam a ser anunciados por até metade do preço oficial, o que levantou suspeitas sobre a origem dos produtos.
Os investigadores apontam ainda que o esquema não atuava apenas no Rio de Janeiro. Há indícios de que a organização mantinha conexões em outras unidades da federação, incluindo São Paulo e Brasília.
De acordo com a Polícia Civil, integrantes da área da saúde teriam sido utilizados para conferir aparência de legalidade às negociações. A suspeita é de que a participação desses profissionais ajudasse a transmitir credibilidade aos compradores.
Além do possível prejuízo financeiro causado aos consumidores, as autoridades alertam para os riscos à saúde. Os produtos comercializados não possuíam garantia de procedência nem controle de qualidade, aumentando a preocupação dos investigadores com os efeitos do uso dessas substâncias.
Durante a operação, os agentes buscam apreender medicamentos, documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações. As buscas ocorrem em bairros como Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, além de imóveis localizados na região central da cidade e em Duque de Caxias.
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