Polícia
Publicado em 08/02/2026, às 20h49 Foto: Divulgação Érica Sena
A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher e a internação de outras duas pessoas após o uso da piscina da academia C4 Gym, unidade São Lucas, na Zona Leste de São Paulo.
O caso ocorreu neste sábado (7) e está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial, que apura as circunstâncias do ocorrido e possíveis irregularidades no local, como citado pela UOL.
A vítima é a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após passar mal depois de participar de uma aula de natação na academia. Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido relataram odor e gosto estranhos na água da piscina pouco antes de apresentarem sintomas.
Ambos foram socorridos e levados a um hospital em Santo André, onde Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, como citado pelo UOL.
O marido da vítima, cujo nome não foi divulgado, permanece internado em estado grave. Além dele, um adolescente de 14 anos também apresentou sintomas semelhantes após utilizar a mesma piscina.
O jovem foi socorrido e está internado em um hospital na Vila Alpina. A Polícia Civil confirmou que o pai do adolescente procurou a delegacia para registrar o caso, reforçando a suspeita de que o problema esteja relacionado à água da piscina.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os três casos estão sendo analisados em conjunto. Perícias foram solicitadas para verificar as condições da piscina e identificar se houve contaminação química ou uso inadequado de produtos de tratamento.
Em nota, a direção da academia C4 Gym lamentou profundamente a morte da aluna e informou que prestou atendimento imediato aos envolvidos. A empresa afirmou ainda que está colaborando integralmente com as autoridades e oferecendo suporte às famílias.
A unidade São Lucas comunicou, por meio das redes sociais, que permanecerá fechada neste domingo, sem informar previsão de reabertura.
A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer o que causou o mal-estar coletivo e a morte da professora. O caso segue em investigação para apurar possíveis responsabilidades criminais e administrativas, incluindo falhas na manutenção ou no controle químico da piscina.
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