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Polícia investiga técnico por vazar vídeo íntimo de cliente no interior de SP

Um técnico de celular e um adolescente são investigados pela Polícia Civil após publicarem vídeo íntimo de uma cliente nas redes sociais  |  Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP

Publicado em 23/06/2026, às 14h55   Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP   Amanda Ambrozio

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a conduta de um técnico de manutenção de celulares e de um adolescente suspeitos de acessar e divulgar, de forma indevida e sem autorização, um vídeo íntimo no aparelho celular de uma cliente.

A operação policial ocorreu na última segunda-feira (22), na região de Pirapozinho, no interior de São Paulo.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Dinâmica do acesso indevido e criação de contas

Segundo o portal Metrópoles, os elementos colhidos durante a investigação apontam que o proprietário do estabelecimento comercial teria aproveitado o período em que o dispositivo da vítima estava sob os cuidados da assistência técnica para extrair os arquivos sem o consentimento da proprietária.

O menor de idade envolvido no caso é apontado como o responsável por criar as contas em plataformas digitais para a divulgação do material.

Apreensão de equipamentos e continuidade das investigações

Durante o cumprimento de dois mandados de ordens judiciais de busca e apreensão, os agentes recolheram computadores, cartões de memória e dispositivos móveis nos endereços dos suspeitos.

Todo o material coletado foi encaminhado para a perícia técnica da Polícia Científica, que buscará rastrear o fluxo dos dados e mapear se outras pessoas tiveram acesso aos arquivos privados.

Segundo a Polícia de Pirapozinho, os investigados podem responder por divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima (art. 218-C do Código Penal) e invasão de dispositivo informático (art. 154-A do Código Penal).

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba.

As investigações correm sob segredo de Justiça para resguardar a identidade dos envolvidos e cumprir as diretrizes legais relativas ao envolvimento do menor de idade.

A Polícia Civil também informou que até o momento, nenhum dos envolvidos foi preso ou apreendido.

Classificação Indicativa: Livre


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