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Por que policiais usam fantasias nos blocos? Veja como funciona a escolha

A Polícia Civil de São Paulo adota fantasias criativas para surpreender criminosos durante os blocos de Carnaval.  |  Foto: Reprodução/Agência SP

Publicado em 17/02/2026, às 13h00   Foto: Reprodução/Agência SP   Fernanda Montanha

De referências a Os Caça-Fantasmas até personagens do desenho Scooby-Doo, agentes da Polícia Civil de São Paulo têm recorrido à criatividade para atuar disfarçados nos blocos do Carnaval paulistano. A iniciativa busca surpreender suspeitos em meio aos foliões.

A ação integra um plano desenvolvido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, voltado principalmente ao combate de furtos e roubos de celulares durante a festa. O foco central da operação é reduzir a atuação de ladrões de aparelhos nos blocos, prática recorrente em grandes eventos.

O desempenho das equipes fantasiadas ganhou repercussão nas redes sociais, com memes e até um samba enredo compartilhado pelo governador Tarcísio de Freitas. A visibilidade ampliou o debate sobre a estratégia adotada.

Foto: Reprodução/Agência SP

Como funcionam as operações

Segundo a diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, para o Metrópoles, as fantasias são escolhidas pelos próprios policiais. A prioridade é garantir mobilidade e facilidade para retirada rápida do figurino em caso de necessidade.

Ela explica que os trajes precisam permitir deslocamento ágil no meio da multidão. As roupas são selecionadas pensando na abordagem e na identificação imediata do suspeito, sem comprometer a segurança da equipe.

Ao todo, 30 agentes atuam de forma disfarçada durante o Carnaval. Além disso, policiais permanecem em tendas da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância para orientar foliões e encaminhar ocorrências às unidades responsáveis.

Duas viaturas ficam disponíveis para transporte de detidos. A definição dos pontos de atuação é feita com base em mapeamento prévio, considerando grandes eventos anteriores e o monitoramento por câmeras e drones.

Inteligência e prisões em flagrante

O acompanhamento em tempo real identifica blocos com maior concentração de público e aumento nas comunicações de crime. A delegada ressalta que a estratégia tem apresentado resultados positivos.

Além das prisões em flagrante, a polícia tenta identificar receptadores. A investigação busca alcançar não apenas quem furta, mas também quem compra celulares roubados, ampliando o alcance das apurações.

Entre os episódios citados está a prisão de um casal durante o pré Carnaval. Ivalda, fantasiada de Fantasminha, abordou uma mulher com 5 celulares. Em seguida, outro homem foi detido com mais aparelhos e constatou se tratar do marido dela.

A diretora afirma que as ações costumam ser acompanhadas por manifestações de apoio da população. Segundo ela, não houve registros de violência ou resistência durante as abordagens, e os policiais adotam cuidados para evitar riscos tanto aos foliões quanto aos suspeitos detidos.

Classificação Indicativa: Livre


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