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Presa por caso de rope jump relata à polícia o que aconteceu no dia da tragédia

Evelyne dos Santos Gonçalves foi presa por obstrução de investigação após a morte de Maria Eduarda durante atividade de rope jump  |  Foto: Reprodução/Redes sociais

Publicado em 24/06/2026, às 12h39 - Atualizado às 13h41   Foto: Reprodução/Redes sociais   Tatiana Ribeiro

Evelyne dos Santos Gonçalves, presa dias depois da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas,  21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), apresentou sua versão dos fatos em depoimento à Polícia Civil.

Ela afirmou em relato que não acompanhou o momento exato do salto que resultou na queda da jovem.

Evelyne disse que tomou conhecimento do ocorrido apenas após ouvir um forte barulho no local e perceber a reação de surpresa e desespero entre participantes, instrutores e demais pessoas presentes na atividade.

Dimensão da tragédia

No depoimento, ela afirmou ainda que, naquele momento, não tinha visão direta da área onde o salto era realizado e que só entendeu a dimensão da tragédia quando houve movimentação intensa no local e a equipe passou a se mobilizar para o atendimento da ocorrência.  

Evelyne era responsável por cadastrar as pessoas que participariam dos saltos, além de publicar vídeos nas redes sociais. 

Ela foi presa no último sábado (20), por suspeita de obstrução de elementos considerados relevantes para a investigação. 

A morte como fatalidade

Segundo informações do Metrópoles, em testemunho à delegada Andrea Dantas Levy, Evelyne classificou a morte como “fatalidade” e disse não ter ouvido alertas do público sobre a ausência de cordas no salto da jovem.

Ela ainda destacou que, do local onde fazia o cadastro dos próximos participantes, não tinha contato visual com a plataforma de saltos.

“Eu ouvi a plateia. Quando eu ouvi ‘Meu Deus’, eu levantei. Eu tava sentada preenchendo alguma coisa, recebendo alguém. Quando eu levantei, eu olhei as meninas em choque. (…) Então eu ouvi o barulho também. Eu ouvi o ‘Meu Deus’ e ouvi o barulho”, disse.

Ainda de acordo com o Metropoles, logo depois, Evelyne teria dito que permaneceu sobre a Ponte do Esqueleto, em estado de choque. Ela nega que os colegas instrutores tenham fugido do local.


Quem tirou GoPro


A Polícia Civil identificou o homem suspeito de retirar a câmera GoPro utilizada pela jovem momentos após o acidente que causou sua morte durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Segundo informações do Metrópoles, o investigado é João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos presos temporariamente por envolvimento no caso.

A câmera é considerada uma das principais evidências para esclarecer a dinâmica do salto que terminou com a queda da jovem de aproximadamente 30 metros de altura, no último dia 13 de junho.

De acordo com as investigações, João Antônio integrava o grupo "Entre Cordas", responsável pela realização do evento. Outro integrante do grupo, Gabriel Barros Martins, também foi preso. 

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