Polícia
Publicado em 07/11/2026, às 08h32 Foto: Rodrigo Costa/Alesp Tatiana Ribeiro
Eleito senador com apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), enfrenta resistência dentro do próprio partido ao tentar influenciar a escolha de seu sucessor no comando da Casa. A preferência do parlamentar seria por um aliado de primeiro mandato: Rogério Franco, ex-prefeito de Cotia, ou Rodrigo Ashiuchi, ex-prefeito de Suzano. A articulação, porém, provocou reação negativa entre os deputados estaduais do PL.
Segundo a Folha, em reunião realizada na última terça-feira (3), a maioria dos 15 parlamentares presentes defendeu que a presidência fique com um deputado reeleito. Durante o encontro, chegou a ser discutida a possibilidade de formalizar o apoio a um dos nomes que já exercem mandato na Assembleia.
Entre os cotados estão Marcos Damasio, Ricardo Madalena, Tenente Coimbra, Alex de Madureira e Thiago Auricchio. A deputada Dani Alonso também foi mencionada e teria a simpatia de Michelle Bolsonaro.
Além de defender um nome com experiência na Casa, parte da bancada quer que o próximo presidente assuma o compromisso de acabar com a possibilidade de reeleição para o comando da Assembleia. A mudança foi patrocinada pelo próprio André do Prado na Constituição Estadual.
O líder do PL na Alesp, Alex de Madureira, afirmou que seguirá a decisão das principais lideranças do partido: Valdemar Costa Neto, Tadeu Candelária e André do Prado. A expectativa é que a definição ocorra até o fim de novembro ou, no máximo, em meados de dezembro.
Nos bastidores, segundo a Folha, deputados avaliam que a tentativa de emplacar Rogério Franco ou Rodrigo Ashiuchi seria uma estratégia de André do Prado para preservar sua influência sobre a Assembleia, especialmente na distribuição de cargos. O presidente teria mobilizado cabos eleitorais e vereadores para fortalecer os dois aliados durante as eleições municipais.
Tarcísio de Freitas, por sua vez, sinalizou que não pretende interferir diretamente na disputa, a menos que seja apresentado um nome contrário aos interesses do governo estadual. Interlocutores afirmam, no entanto, que o governador teria ficado incomodado com a articulação ostensiva de Prado. Entre suas preferências estariam Gilmaci Santos (Republicanos), líder do governo na Casa, e Alex de Madureira. O Republicanos também acompanha a movimentação e pode lançar o deputado Danilo Campetti.
O PL, que já era a maior bancada da Assembleia, ampliou sua representação de 21 para 27 deputados eleitos em outubro. A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro. Pelo acordo informal de proporcionalidade entre as bancadas, o partido deve permanecer com a presidência, enquanto o PT, segunda maior força da Casa, ficaria com a primeira-secretaria.
Os petistas também devem discutir a sucessão. Uma reunião está prevista para o dia 10. O deputado Paulo Fiorilo já criticou a possibilidade de a Assembleia ser comandada por um presidente que transforme o cargo em uma espécie de vitrine para transmissões ao vivo e produção de vídeos para as redes sociais.
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