Polícia
Publicado em 02/11/2026, às 16h55 Foto: Reprodução/Redes Sociais Andrezza Souza
João Roberto Bolelli, de 64 anos, era pecuarista em Rifaina, no interior de São Paulo. Seu nome era conhecido no setor leiteiro regional pela criação de uma vaca premiada, que bateu recordes de produção e venceu dezenas de torneios agropecuários.
A trajetória no campo ganhou repercussão após Bolelli se tornar suspeito de matar a empresária Priscila Custódio, de 24 anos, com um tiro na Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em 27 de outubro.
O corpo do pecuarista foi encontrado na manhã desta segunda-feira (2), pelo neto, em uma área de mata na altura do quilômetro 452 da rodovia, em Rifaina. Segundo a Polícia Militar (PM), estava em estado de putrefação.
Bolelli já havia sido condenado por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira. A decisão foi proferida pela Justiça em 2021.
Na quinta-feira (29), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) pediu a prisão preventiva do pecuarista pela suspeita de feminicídio. Desde a fuga após o crime, ele era considerado foragido.
Bolelli e Priscila mantinham um relacionamento havia quatro meses. A empresária teria ido até Rifaina para devolver uma caminhonete que estava com ela. Durante uma discussão envolvendo um aparelho celular, foi baleada.
O irmão da jovem, que a acompanhava, também teria sido ameaçado. Priscila foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a polícia, havia relatos de ameaças, agressões anteriores e comportamento controlador por parte do pecuarista. A investigação sobre a morte da empresária continua em andamento.
A Polícia Militar preservou o local onde o corpo de Bolelli foi encontrado até a chegada da perícia. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias da morte.
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