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“Ranking sexual” de universitárias provoca protestos contra misoginia em SP

Lista com fotos de 53 estudantes da Unoeste usava termos depreciativos e foi compartilhada em grupo privado antes de circular nas redes  |  Foto: Divulgação/Unoeste

Publicado em 23/08/2026, às 14h55   Foto: Divulgação/Unoeste   Marcela Guimarães

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) investiga a criação e a divulgação de um ranking sexual” que classifica 53 alunas da Unoeste, universidade privada do município.

A lista utiliza fotos retiradas das redes sociais das estudantes e termos de cunho sexual e depreciativo.

Lista circulou nas redes sociais

Produzido no formato de tier list, o ranking reunia as estudantes em diferentes categorias, com classificações como “deliciosíssima” e “comível”. O conteúdo teria sido criado em um grupo privado e posteriormente passou a circular nas redes sociais.

Capturas de tela coletadas do grupo, chamado “não psicólogos”, também mostram comentários ofensivos sobre as estudantes, incluindo referências ao corpo e à orientação sexual das vítimas.

Ranking sexual” com alunas da Unoeste é investigado pela Polícia Civil (Foto: Divulgação/Unoeste)

Universidade diz que abriu investigação

A Unoeste afirmou que tomou conhecimento da denúncia na última quinta-feira (20) e iniciou imediatamente uma apuração interna. Segundo a instituição, os responsáveis serão identificados e poderão sofrer as sanções previstas nas normas da universidade.

A universidade também informou que está acolhendo e ouvindo as acadêmicas envolvidas, com medidas para preservar a privacidade, a integridade e a dignidade das vítimas.

A instituição repudiou qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à comunidade acadêmica e pediu que imagens, nomes e outros conteúdos relacionados ao caso não sejam compartilhados, para evitar uma exposição ainda maior.

Estudantes protestaram

O vazamento do ranking também causou manifestações na entrada da universidade. Estudantes e ativistas levaram cartazes e bandeiras com mensagens contra a misoginia e a objetificação das mulheres.

Em publicação nas redes sociais, o coletivo Frente pela Vida das Mulheres, que participou da organização dos protestos, classificou o episódio como um caso de “misoginia organizada”.

A Polícia Civil segue investigando a autoria da lista e a participação de outras pessoas na criação e disseminação do conteúdo.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloMisoginiaUnoeste

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