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Relatório da polícia aponta que Deolane Bezerra é integrante do PCC

Deolane Bezerra é acusada de lavar dinheiro do PCC e foi presa na Grande SP  |  Reprodução/ Instagram @dra.deolanebezerra

Publicado em 22/05/2026, às 08h24   Reprodução/ Instagram @dra.deolanebezerra   Bernardo Rego

Investigada no âmbito da Operação Vérnix por envolvimento com lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) em sua casa em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo. 

De acordo com relatório da polícia, a advogada figura como uma das integrante do grupo criminoso. "Deolane Bezerra dos Santos é hoje uma das mais importantes pessoas integrantes do vasto e diferenciado esquema de lavagem e capitais gerido pela organização criminosa", diz o inquérito policial que a TV Globo teve acesso.

 Ao ser levada ao presídio de Santana, Deolane disse que "a Justiça vai ser feita". Posteriormente, a ser questionada por jornalistas se lavava dinheiro para Marcola, ela afirmou que estava "trabalhando".

Segundo a investigação, a influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa. Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

Foram decretadas seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados. As medidas buscam interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica que sustenta a atuação da facção.

Em entrevista coletiva, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa afirmou que "esta ação tem um caráter pedagógico e efeito inibitório. Não tem caminho fácil. Não adianta ficar esfregando dinheiro na cara do jovem para ser advogado do PCC", disse ao acrescentar que a operação foi classificada pelas autoridades como um oceano de lavagem de dinheiro. "A influenciadora consegue ser um ponto importante no esquema do branqueamento de dinheiro", disse o PGJ. "Atingimos o andar de cima", declarou o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Lincoln Gakya

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