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SP: CBPM celebra estreia da Homerun na B3 e avanço de projeto bilionário

Foto: Divulgação/B3
O projeto prevê investimento de R$ 1,8 bilhão e foca na verticalização da sílica baiana; a previsão é que 2,5 mil empregos sejam gerados  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/B3
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 22/05/2026, às 13h21



A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) celebrou, nesta sexta-feira (22), em São Paulo, um marco histórico para a industrialização sustentável do país: a estreia da mineradora canadense Homerun na B3, a bolsa de valores oficial do Brasil.

O BNews SP acompanhou o evento que simboliza o fortalecimento do Projeto Brasil Transparente, que prevê a instalação da primeira fábrica de vidro solar do mundo fora da China, localizada no município de Belmonte, no sul da Bahia.

A cerimônia na sede da B3 contou com a presença de lideranças da Homerun, representantes do setor privado e autoridades públicas, incluindo o presidente da CBPM, Henrique Carballal, o vice-presidente Carlos Borel e o prefeito de Belmonte, Iêdo Elias.

O projeto é fruto do potencial da sílica de alta pureza encontrada em Santa Maria Eterna, matéria-prima essencial para a produção de painéis fotovoltaicos de alta performance.

Foto: Reprodução/Homerun
Foto: Reprodução/Homerun

Desenvolvimento vertical 

Com um investimento estimado em R$ 1,8 bilhão, a iniciativa visa posicionar a Bahia como protagonista na transição energética global.

Diferente do modelo tradicional de exportação de minério bruto, a parceria foca na verticalização da produção, transformando a riqueza mineral em tecnologia industrial dentro do território baiano.

O presidente da CBPM, Henrique Carballal, destacou que a escolha da empresa parceira seguiu critérios rigorosos voltados para a inovação e agilidade.

“Fizemos um processo em que estava estabelecida a implantação de uma planta industrial para o processamento da sílica, com o sentido de produzir vidro solar ou outros elementos vinculados à tecnologia de transição energética em um prazo de dois anos”, explicou Carballal.

Segundo ele, as operações em Belmonte devem começar em cerca de um ano e meio.

Sustentabilidade do projeto

Carballal reforçou que a gestão estadual, sob orientação do governador Jerônimo Rodrigues, prioriza a mineração inclusiva e ambientalmente responsável.

“Não existe possibilidade da CBPM estar envolvida em um projeto de mineração que não busque o menor impacto no meio ambiente, mas também a sua compensação. A mineração tem que ser sustentável e inclusiva”, pontuou.

Além disso, a previsão é que 500 empregos diretos e 2 mil indiretos sejam criados com o projeto.

O cronograma oficial já tem data marcada para um novo avanço: “No dia 15 de junho estaremos inaugurando a pedra fundamental da indústria”, anunciou o presidente da estatal.

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