Polícia
Publicado em 25/03/2026, às 21h03 Foto: Divulgação/Governo de SP Ana Caroline Alves
O desaparecimento de relógios de alto valor dentro do Instituto de Criminalística, na Zona Oeste de São Paulo, mobilizou a Polícia Civil de São Paulo e acendeu um alerta sobre a segurança no armazenamento de provas.
Ao todo, 12 peças avaliadas em mais de R$ 1 milhão sumiram no mesmo dia em que deram entrada no local, mas já foram recuperadas posteriormente.
O caso agora é investigado pela Corregedoria, que busca entender como itens apreendidos em uma operação policial desapareceram de um setor com acesso restrito, as informações são da CNN Brasil.
Os relógios haviam sido apreendidos em setembro de 2025 durante uma investigação conduzida pelo 35º Distrito Policial, na região do Jabaquara, ligada a crimes de receptação. No entanto, somente em março de 2026 os objetos foram encaminhados para análise no Instituto de Criminalística.
De acordo com o boletim de ocorrência, o sumiço aconteceu no mesmo dia em que os itens chegaram ao órgão. As peças foram enviadas para um departamento responsável por análises de crimes contra o patrimônio, área que, em teoria, possui controle rigoroso de acesso.
Diante das circunstâncias, a investigação considera duas hipóteses principais: furto ou peculato, quando há desvio de bens por um servidor público. A apuração busca identificar possíveis falhas internas ou envolvimento de funcionários.
As investigações ganharam um novo rumo quando os mesmos relógios reapareceram dias depois. Segundo informações do caso, as peças teriam sido oferecidas novamente ao homem inicialmente investigado por receptação, um comerciante de joias de 28 anos.
Ele afirmou às autoridades que adquiriu os produtos de terceiros para revenda e que parte dos itens estava em consignação. Ao ser procurado, decidiu entregar os relógios à Corregedoria, colaborando com a investigação.
Entre as marcas envolvidas estavam nomes de luxo como Rolex, Omega, Tag Heuer, Breitling, Montblanc e Bulgari, o que reforça o alto valor das peças e a complexidade do caso.
A Secretaria da Segurança Pública informou que instaurou inquérito para apurar o ocorrido e que a Polícia Técnico-Científica está colaborando com as diligências. Imagens de câmeras de segurança do local já foram solicitadas para ajudar a esclarecer o desaparecimento.
Até o momento, ninguém foi preso, e o caso segue em investigação.
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