Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 14/05/2026, às 15h03
A morte de Francisco Albino da Silva foi confirmada nesta quinta-feira (14), pelo Hospital Regional de Osasco. Ele estava internado em estado grave após a explosão ocorrida na última segunda-feira (11), mas não resistiu aos ferimentos.
O vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, também faleceu após ser atingido por escombros. Duas vítimas seguem internadas.
O funcionário da Sabesp Fernando Silva da Cunha, de 33 anos, passou por uma cirurgia no crânio e segue sendo atendido no Hospital das Clínicas. O quadro dele é estável.
Osmar Braz Henrique, de 56 anos, está no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo e, de acordo com as informações de seus familiares, aguarda um colete cervical para receber alta.
Durante a explosão, ele chegou a fraturar duas vértebras, após ser arremessado de uma janela.
O incidente aconteceu após um vazamento de gás, provocado por uma obra da Sabesp, na Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, localizada na região do Jaguaré, Zona Oeste da capital paulista.
As pessoas andavam normalmente pela via quando a explosão aconteceu. O impacto arremessou pedestres e destruiu casas.
Segundo o portal Metrópoles, quem foi afetado pelo incidente recebeu uma ajuda de custo no valor de R$ 5 mil.
Samanta Souza, a porta-voz da companhia, informou que 232 pessoas estão cadastradas para receber os valores.
A ajuda de custo é destinada por família e as que tiverem mais de um membro cadastrado não receberão o auxílio novamente.
As autoridades classificam a verba como emergencial. Os afetados ainda poderão receber indenizações futuramente. De acordo com a Defesa Civil, o número de residências interditadas subiu para 27.
Pelo menos 86 imóveis já foram liberados para o retorno dos moradores. Nesta quinta-feira (14), uma nova vistoria avaliará a situação nos locais.
Segundo o líder comunitário da região, Eduardo Santos Vieira, os moradores afetados pela explosão de gás pretendem entrar com uma ação judicial coletiva contra os responsáveis.
Ele afirma ainda que cerca de 40 pessoas já estão engajadas na causa, já que muitos relataram descaso e abandono após perderem suas casas.
O advogado da causa segue avaliando qual medida jurídica deve ser adotada.
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