Polícia
Publicado em 22/09/2026, às 14h45 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
Os responsáveis pelo prédio que desabou na Zona Leste de São Paulo no dia 12 de setembro onde seis pessoas morreram, o engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a empresária Isis de Freitas Rodrigues Brandão estão foragidos há dez dias.
De acordo com a Polícia Civil, Cristiano era o responsável técnico pela execução da obra, enquanto Isis é a representante legal da Construtora New Home, que vendia os imóveis e tocava a obra. Eles são procurados pela polícia desde o dia do desabamento. O advogado de defesa dos dois havia afirmado que eles iriam se entregar, mas isso ainda não ocorreu.
Os responsáveis pela obra são alvo de duas investigações. Uma apura as circunstâncias do desabamento que matou seis pessoas e a outra investiga possíveis golpes contra clientes que compraram imóveis das construtoras New Home e Hastiforme e nunca receberam as chaves.
A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura de São Paulo antes do desabamento.
Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a empresa responsável pela obra, New Home, foi multada em R$ 119 mil em 2021. Dois anos antes, em 2019, a Prefeitura havia autuado e interditado o imóvel por falta de alvará.
De acordo com Nunes, os trabalhos continuaram mesmo após a interdição. Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) entrou na Justiça para tentar impedir o avanço da construção. No mesmo período, a empresa recebeu novas multas.
Em 2022, um novo projeto foi apresentado à Prefeitura. No ano seguinte, o município concedeu um Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova, mas condicionou a autorização à demolição da estrutura que já existia no terreno.
Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 apontou que a demolição havia sido concluída. Com o registro, o processo judicial relacionado à obra foi encerrado.
Após o desabamento, porém, a Prefeitura passou a apurar a possibilidade de que a estrutura antiga não tivesse sido totalmente demolida.
A Controladoria-Geral do Município (CGM) abriu uma investigação para apurar a fiscalização realizada no local e as circunstâncias envolvendo o documento que apontava a demolição.
A servidora da Subprefeitura da Penha responsável por assinar o documento foi afastada por 30 dias enquanto a Prefeitura investiga como o registro foi elaborado.
A Polícia Civil também apura o desabamento e realiza diligências para identificar os responsáveis pela construção. Segundo Ricardo Nunes, os proprietários da obra são pai e filho, sendo que o filho também seria o engenheiro responsável tecnicamente pelo projeto.
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