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Roubo de alianças impulsiona explosão de crimes de rua em bairros de classe média e alta de SP

Os roubos de alianças em São Paulo cresceram significativamente, impulsionando a violência nas ruas, mesmo com a queda geral de crimes.  |  Foto: Reprodução/Freepik

Publicado em 30/04/2026, às 07h19   Foto: Reprodução/Freepik   Fernanda Montanha

Os roubos de alianças cresceram de forma expressiva em São Paulo e passaram a impulsionar o aumento dos assaltos contra pedestres em regiões de classe média e alta. Mesmo com a queda de 15% no total de roubos de rua na capital, esse tipo de crime mais que dobrou entre 2023 e 2025.

Segundo o Mapa do Crime, os casos saltaram de 1.377 para 3.163 registros no período. Em várias regiões, o avanço dos roubos de alianças foi o principal responsável pela alta da violência nas ruas, especialmente em bairros como Morumbi, Tatuapé e Jaguaré.

Foi justamente no Jaguaré que a médica Marília Dalprá viveu uma das ocorrências mais violentas. Durante uma corrida matinal no Parque Continental, ela foi abordada por criminosos em uma moto que exigiram suas alianças, segundo O Globo.

Foto: Reprodução/Freepik

Violência durante os assaltos preocupa vítimas

Marília saiu de casa antes das 5h, como fazia há anos, quando foi surpreendida pelos assaltantes. Ao perceberem que ela usava 2 alianças de ouro, os criminosos ordenaram a entrega imediata das joias.

Como os anéis nunca haviam saído de seus dedos, ela tentou explicar a situação. O ladrão então segurou sua mão e tentou arrancá-los com mordidas. Sem conseguir retirar as alianças, ele a derrubou e passou a agredi-la com chutes, causando ferimentos graves.

A médica ficou 4 dias na UTI, sofreu hemorragia pulmonar e teve 8 fraturas entre costelas e vértebras. Após a recuperação, voltou a correr, mas hoje utiliza carro blindado para chegar ao local de treino.

Morumbi lidera e quadrilhas alimentam o crime

O Morumbi concentra algumas das vias mais perigosas para esse tipo de roubo. As avenidas Giovanni Gronchi e Professor Francisco Morato aparecem entre as principais do ranking, com destaque para a Giovanni Gronchi, que liderou com 60 casos em 2025.

Segundo a Polícia Civil, a atuação de quadrilhas ligadas à receptação de ouro em Paraisópolis influencia diretamente esses números. A investigação aponta que joalherias passaram a comprar alianças roubadas por valores menores e revendê-las após a fundição, incentivando novos crimes.

A prisão de Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como Mainha do Crime, ajudou a polícia a identificar esse esquema. Ela é apontada como responsável por fornecer motos, armas e equipamentos para assaltantes, recebendo depois os objetos roubados.

Classificação Indicativa: Livre


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