Polícia
Publicado em 06/04/2026, às 10h05 Reprodução/ TV Globo Redação BNews São Paulo
A herança deixada pelo empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo, morto em 2022, virou alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo, após uma tentativa de golpe.
Os principais suspeitos do crime são um empresário, um ex-policial civil e um árbitro judicial, de acordo com informações do Fantástico da TV Globo. A Justiça paulista expediu nove mandados de prisão, mas só um foi cumprido até o momento.
Um dos suspeitos foi identificado como Luiz Teixeira da Silva Júnior, ligado à empresa que apresentou a cobrança; Rubens Maurício Bolorino, ex-policial civil já preso em esquemas de venda de decisões judiciais; e Wagner Rossi Silva, responsável pela entidade usada no caso. Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, apontado como facilitador do grupo, está preso.
Segundo o apurado, o grupo investigado teria tentado obter vantagem ilícita de centenas de milhões de reais por meio da criação de contratos falsos, posteriormente utilizados para embasar demandas judiciais e procedimentos arbitrais simulados, com o intuito de induzir vítimas e o próprio Poder Judiciário a erro.
Luiz Júnior aparece em postagens nas redes sociais como responsável técnico de uma clínica estética. Em 2022, ele se tornou sócio da Colonizadora Planalto Paulista Ltda., empresa imobiliária registrada no mesmo endereço da clínica.
Ainda de acordo com o Fantástico, através dessa empresa que surgiu a cobrança milionária envolvendo a herança de Di Genio. A Colonizadora apresentou à família do empresário uma dívida de R$ 635 milhões referente à suposta compra de 448 lotes em uma área rural de Piraju, no interior de São Paulo.
A câmara arbitral utilizada no esquema foi a Fonamsp (Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação), que tem como Wagner Rossi Silva, que tem passagens pela polícia por tráfico de drogas, estelionato e crimes contra o patrimônio.
Com o objetivo de dar legalidade ao processo, Rubens Maurício Bolorino, ex-policial civil, aparece como testemunha nos documentos. Ele foi preso duas vezes pela Polícia Federal — primeiro em um esquema de venda de decisões judiciais e, depois, em uma operação contra o tráfico internacional de drogas. Rubens teria morado no mesmo condomínio que o empresário Di Genio.
Segundo o Ministério Público, também são suspeitos:
Mulher morre durante ação policial na zona leste de São Paulo; entenda
Justiça mantém preso motorista que matou duas crianças atropeladas em Diadema