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Segurança pública de SP enfrenta déficit de policiais civis e penais

A Polícia Civil também sofre com a falta de efetivo, com apenas 79,8% dos cargos preenchidos, dificultando investigações de crimes  |  Foto: Divulgação

Publicado em 05/08/2026, às 06h40   Foto: Divulgação   Tatiana Ribeiro

Apesar de o governo de São Paulo ter comemorado, na segunda-feira (3), o recorde de mais de 110 mil prisões e detenções registradas no primeiro semestre de 2026 — a maior marca para o período desde 2020 —, um levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que as estruturas encarregadas da investigação criminal e da custódia dos presos ainda operam com déficit significativo de pessoal.

O estudo Raio-X das Forças de Segurança Pública no Brasil, publicado nesta terça-feira (4), mostra que apenas 71,6% dos cargos previstos para a Polícia Penal paulista estão ocupados.

Atualmente, o estado conta com 24.898 policiais penais, embora o efetivo projetado seja de 34.784 servidores, o que representa uma defasagem próxima de 10 mil profissionais.

Polícia Civil também é afetada


A situação também afeta a Polícia Civil, responsável pela investigação dos crimes, inclusive daqueles praticados em ambiente digital, que vêm crescendo nos últimos anos.

Segundo o levantamento, a corporação possui 19.420 policiais em atividade, diante de uma previsão de 24.332 cargos. Isso significa que somente 79,8% do efetivo considerado necessário está preenchido.

Os dados sugerem que, enquanto o número de prisões cresce, a capacidade de investigação e de administração do sistema prisional não acompanha o mesmo ritmo, ampliando a pressão sobre duas áreas consideradas estratégicas para a segurança pública.

Menor déficit proporcional


Em contrapartida, as forças voltadas ao policiamento ostensivo apresentam um cenário mais favorável. A Polícia Militar de São Paulo possui 82.250 integrantes para um quadro previsto de 93.802, o equivalente a 87,7% das vagas ocupadas — o menor déficit proporcional entre todos os estados brasileiros.

De acordo com o estudo, apenas o Ceará possui efetivo superior ao previsto para a corporação.

Foto: Divulgação GCM

Reforço na GCM


Outro destaque é o fortalecimento das Guardas Civis Municipais. Em São Paulo, elas já somam 30.184 agentes distribuídos pelos municípios, consolidando-se como a segunda maior força de segurança pública do estado.

O crescimento do efetivo reflete a ampliação do papel das administrações municipais na área da segurança. Somente a capital paulista reúne 7.871 guardas civis metropolitanos.

Problema nacional


Embora São Paulo apresente um quadro de carência de profissionais em áreas essenciais, o problema é nacional.

O levantamento do FBSP aponta que, em todo o país, apenas 55,2% das vagas previstas para policiais civis estão preenchidas. Entre os policiais penais, a média nacional de ocupação é de 68,5%, índice próximo ao registrado em território paulista.

Classificação Indicativa: Livre


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