Polícia

Julgamento de PMs acusados no caso Gritzbach começa em São Paulo

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O júri popular dos policiais militares acusados de homicídio qualificado começa hoje no Fórum Criminal de Guarulhos, com previsão de cinco dias de julgamento  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 22/06/2026, às 08h12 - Atualizado às 08h38



Começa nesta segunda-feira (22), no Fórum Criminal de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, o júri popular dos policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A previsão é que o julgamento se estenda por cinco dias, com sessões realizadas diariamente a partir das 10h.

Reús no processo

Três policiais militares são réus no processo: Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, todos atualmente presos.

Eles respondem por homicídio qualificado pelas mortes de Antônio Vinícius Gritzbach e do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais, além de duas tentativas de homicídio, em razão dos ferimentos sofridos por outras pessoas durante o ataque.

Relatos do crime

Antônio Vinícius Gritzbach foi executado com disparos de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024.

Durante a ação, o motorista Celso Araujo Sampaio de Novais, que não tinha qualquer ligação com a vítima, também foi atingido por um dos tiros e morreu no local. Além dele, outras duas pessoas ficaram feridas.

Julgamento em Guarulhos

Conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos, o julgamento dos policiais contará com a atuação dos promotores de Justiça Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes.

No total, 21 testemunhas devem ser ouvidas durante o processo, entre acusação e defesa.

A defesa defende a inocência dos três e diz que "houve um direcionamento investigativo voltado à sua incriminação, sem a devida apuração de fatos e circunstâncias envolvendo outros investigados.”

Acordo com a justiça

Antes de ser executado, o empresário havia firmado um acordo de colaboração com a Justiça, no qual revelou um suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que envolveria integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV) e agentes públicos investigados por corrupção.

Em contrapartida às informações prestadas, ele poderia obter benefícios judiciais, como a redução de pena, em eventual condenação por participação em operações de lavagem de dinheiro ligadas às organizações criminosas.

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