Polícia
Publicado em 26/03/2026, às 12h11 Foto: Reprodução/Instagram Érica Sena
Um vídeo gravado por estudantes durante a ocupação da sede da Secretaria da Educação de São Paulo mostra policiais militares utilizando spray de pimenta contra manifestantes na madrugada desta quinta-feira (26).
As imagens registram o momento em que jovens tentam se proteger enquanto agentes avançam para retirá-los do local. Em meio à ação, uma estudante é puxada pelos policiais, e colegas tentam impedir a abordagem, quando o spray é acionado.
O episódio aconteceu horas após o início da ocupação, iniciada na noite anterior, e levanta questionamentos sobre o uso da força na dispersão, como citado pelo site Metrópoles.
De acordo com relatos de participantes, a intervenção ocorreu por volta das 2h, quando os estudantes estavam dentro de uma sala. Segundo Cláudio Rogério, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, os policiais teriam arrombado a porta e iniciado a ação com uso de spray de pimenta. Ele também afirma que houve agressividade na condução dos manifestantes e que uma jovem teve o cabelo puxado durante a retirada. Outro ponto citado foi a detenção de quatro estudantes, que teriam sido levados algemados à delegacia.
Os estudantes alegam ainda que, durante a permanência no prédio, ficaram sem acesso a água, alimentação e banheiro. A ocupação foi motivada por reivindicações relacionadas à política educacional do estado, incluindo críticas à gestão e pedidos de melhorias estruturais nas escolas.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que cerca de 20 pessoas estavam no local e foram retiradas pela Polícia Militar, sendo encaminhadas ao 2º Distrito Policial, onde prestaram depoimento e foram liberadas. Segundo a pasta, não houve registro de feridos.
A secretaria também declarou que o caso foi registrado como dano ao patrimônio público e que a perícia foi acionada. Até o momento, não houve posicionamento detalhado sobre a conduta dos policiais durante a ação registrada em vídeo.
O grupo que ocupou o prédio apresentou uma lista de demandas, entre elas o fim de mudanças nos grêmios estudantis, a revogação de propostas que impactam o financiamento da educação e a realização de reformas nas escolas estaduais. Os manifestantes também criticam o modelo de ensino adotado pela rede, apontando precarização e excesso de padronização.
A Secretaria da Educação de São Paulo afirmou que houve tentativa de negociação por parte de representantes da pasta, mas que os estudantes se recusaram a deixar o local. O caso segue repercutindo e pode gerar novos desdobramentos sobre a atuação policial e o direito à manifestação.
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