Polícia
Publicado em 02/07/2026, às 12h58 Foto: Brunno Dantas/TJRJ Amanda Ambrozio
Um aparelho celular foi encontrado pela Polícia Penal do Rio de Janeiro na cela utilizada por Jairinho no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu.
A vistoria aconteceu após o setor de inteligência da Corregedoria receber informações sobre a presença do item ilícito, que foi localizado pelos agentes ocultado entre livros no espaço de detenção.
Jairo Souza Santos Júnior foi condenado a mais de 40 anos de prisão por matar o filho de sua ex-companheira, o menino Henry Medeiros Borel, aos quatro anos. O crime ocorreu no dia 8 de março de 2021, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) do estado anunciou a abertura de um procedimento disciplinar para apurar a conduta do detento e verificar a possível facilitação ou envolvimento de servidores da unidade prisional.
Como medida imediata, Jairinho foi transferido para uma cela de isolamento na unidade prisional.
A defesa de Jairinho informou que aguarda o acesso integral aos fatos e relatórios oficiais da apreensão antes de emitir um pronunciamento público sobre o ocorrido.
Por outro lado, Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, manifestou sua insatisfação nas redes sociais, afirmando que o episódio evidencia supostos privilégios mantidos por Jairinho e cobrando rigor na apuração sobre o tempo de uso do aparelho e o teor das mensagens enviadas.
Segundo o UOL, o processo judicial segue com movimentações técnicas. A equipe jurídica que representa o ex-vereador acionou o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pleiteando a anulação do júri popular que determinou a sentença de 43 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de homicídio e tortura.
Os advogados de Jairinho apontam uma suposta contradição legal no desfecho que resultou na condenação do ex-parlamentar e, ao mesmo tempo, na concessão de perdão judicial para a corré no processo, Monique Medeiros, mãe da vítima.
Eles alegam que a juíza Elizabeth Machado Louro foi parcial durante o julgamento.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também ingressou com recursos próprios questionando pontos da sentença final, o que estenderá a análise do caso pelas instâncias superiores do Poder Judiciário fluminense.
O caso foi registrado na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) para investigação criminal sobre a entrada do telefone.
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