Política
Publicado em 18/09/2026, às 21h00 Foto: Pexels Andrezza Souza
O número de brasileiros que já apostaram em bets chegou a 43,8 milhões no fim de agosto, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O total equivale a 27% da população adulta e é 75,2% maior que os 25 milhões registrados no fim de 2025.
Apesar do aumento no número de pessoas que já fizeram alguma aposta, houve queda entre os usuários ativos. No primeiro semestre de 2026, uma média de 8,5 milhões de brasileiros depositou dinheiro nas plataformas a cada mês. No mesmo período de 2025, eram 9,2 milhões.
Os dados foram extraídos do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), sistema centralizado do governo. A Fazenda informou ainda que 5 milhões de pessoas estão bloqueadas nas plataformas. Desse grupo, 3 milhões são beneficiários de programas sociais, 474 mil participam de programas de renegociação de dívidas e 854 mil pediram autoexclusão.
Entre janeiro e junho, os brasileiros depositaram R$ 88,5 bilhões nas plataformas de apostas. No mesmo período de 2025, o valor havia chegado a R$ 99,2 bilhões.
O pagamento de prêmios também diminuiu, passando de R$ 80,1 bilhões para R$ 68,3 bilhões. Já o saldo negativo dos apostadores aumentou de R$ 19,1 bilhões para R$ 20,2 bilhões na comparação entre os dois semestres.
A receita das casas de apostas correspondeu a 22,8% dos depósitos no período. Pelas regras do setor, 88% do faturamento ficam com as empresas, enquanto 12% são destinados à União e a outras entidades previstas na regulamentação.
Os homens representam 68,84% dos apostadores, enquanto as mulheres correspondem a 31,16%. A faixa etária de 31 a 40 anos concentra a maior parcela, com 29,07% do total.
O maior número de apostadores ativos em 2026 foi registrado em janeiro, com 10,2 milhões. Em abril, a quantidade caiu para 7,2 milhões e voltou a subir em junho, quando começou a Copa do Mundo.
O avanço das apostas também está no debate do governo sobre possíveis restrições às plataformas e aos jogos online. Na quinta-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as discussões consideram o impacto das apostas sobre o orçamento das famílias.
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